Editorial

A política que temos vem da liberdade que temos

| 16/12/2014 - 00:01

Toledo na comemoração dos seus 62 anos viveu um episódio que veio abalar sua sociedade ao transformar o processo de escolha dos nomes encarregados da direção da Câmara Municipal num caso policial, com denúncia de corrupção e pagamento por votos. O episódio colocou Toledo no noticiário estadual e nacional de forma lamentável, mas abriu uma discussão sobre os métodos e limites das negociações e tratativas que envolvem a política local. O Brasil vive uma crise em torno de seu processo político, com a discussão das práticas adotadas e da sua repercussão na atuação dos eleitos e na sua vinculação com a corrupção que atinge o País. Esta crise deve servir para que o Brasil olhe para dentro de si mesmo e busque em suas práticas a origem dos problemas que vive, uma vez que vivemos uma democracia em sua plenitude.
Após mais de duas décadas de ditadura e quando os canais estão abertos à participação da sociedade é hora desta sociedade usar estes espaços, debater suas questões, avaliar suas lideranças e escolher as mais preparadas e comprometidas para encaminhar seus assuntos e temas. Os representantes da população na verdade são parte dela e não podem ser tratados como elementos à parte, uma “classe” como alguns tentam enxergar. Quando estes representantes são autoridades parlamentares ou executivos costumam ser classificados de “políticos” e tratados à parte, mas na verdade são empresários, professores, funcionários públicos, médicos e de outras atividades. Com isso queremos apontar que os representantes veem da sociedade e é nela que devemos buscar a solução para os problemas que vivemos, inclusive em Toledo. A partir disso certamente faremos nossa parte e melhoraremos a democracia, pois ela é nada mais do que a expressão, o resultado do que a nossa sociedade produz a partir da liberdade que tem em suas mãos. Vamos portanto usar a liberdade que temos e assumir os erros e acertos que produziremos com ela.
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