Editorial

A realidade oestina exige integração e parceria

| 18/12/2014 - 00:01

O Oeste do Paraná é uma região ainda nova e que tem como marca o pioneirismo, que viabilizou a construção de sua atual realidade a partir do esforço individual de comunidades distribuídas em meio à floresta que cobria a maior parte deste extremo do Paraná. A soma de esforços ocorria dentro desta realidade, com grupos somando forças em torno de dificuldades maiores, mas basicamente isolados pela falta de estradas e comunicações. Aos poucos isto foi mudando e hoje nossa realidade é a de uma das regiões mais dinâmicas do desenvolvimento do Paraná, mas ainda com as marcas daquele período de isolamento. A verdade porém é que a realidade de esforços isolados terminou e neste novo século as questões que mais desafiam a região são de interesses comum a mais de uma comunidade, quando não a toda a região. Assim, precisamos aprender a agir dentro desta nova realidade, tanto individual como também na atuação coletiva, pois é deste tipo de liderança que nosso desenvolvimento atual necessita. Os que perceberam esta nova realidade podem contribuir de forma importante, mas os que não perceberam essa nova realidade precisam abrir seus olhos, pois podem dificultar ou até atrasar o desenvolvimento regional.
Ontem a Assembleia Legislativa aprovou projetos de leis criado novas regiões metropolitanas no Paraná, entre as quais as de Toledo e de Cascavel, além de outras em Campo Mourão e Apucarana. As regiões toledana e cascavelense porém repetem municípios, criando uma sobreposição que mostra a falta de diálogo no encaminhamento dessas propostas. A verdade porém é que uma proposta como esta não pode ser tratada como uma questão meramente local, mas sim um arranjo regional visando um desenvolvimento integrado. Qualquer coisa que se busque com visão diferente disso está condenada a tornar-se um desperdício de energias coletivas e recursos públicos e isso não pode mais ser aceito. É hora de somar forças e recursos, aproveitando melhor o que temos e somando boas vontades, pois não há sentido no desperdício por falta de zelo no trato de interesses coletivos, ainda mais quando ele se dá apenas por questões menores e visões distorcidas de nossa realidade regional de crescente integração e interdependência.
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