Editorial

Sociedade precisa fazer sua parte na destinação de resíduos

| 19/12/2014 - 00:01

A entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos ocorre num momento muito importante para a sociedade brasileira, quando as questões ambientais ganham importância cada vez maior e a elevação do padrão de vida de grande parte da população multiplica a geração de resíduos. É visível nas cidades o crescimento da quantidade e diversidade do lixo urbano, especialmente embalagens de produtos e eletroeletrônicos usados, gerando uma problemática que recebe uma ferramenta para a produção de uma resposta através da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Assim, a postura adotada pelo Ministério Público, através da Coordenação da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná III, vem se somar num processo de importância fundamental para que a região receba os investimentos necessários por parte dos governos locais e assim mantenha indicadores de limpeza urbana, destinação de resíduos, higiene e saúde em níveis necessários à população regional.
Hoje os resíduos urbanos representam um problema de várias facetas, que vão desde o cenário inaceitável da produção de lixões a céu aberto, com todo o histórico de atração de ratos, insetos e outros animais nocivos, além do risco de incêndios e geração de resíduos, contaminação de solo e água e ainda geração de risco aos eventuais frequentadores destes ambientes para coleta. O problema por´me vai além e embora boa parte das prefeituras já tenha reduzido o problema dos lixões a verdade é que poucas deram o tratamento adequado aos resíduos, através de aterros ambientalmente adequados. Mais do que isso, a etapa anterior precisa ser melhorada, com a separação dos materiais que não precisam nem devem ir aos aterros, como plásticos, papéis e metais. Se contarmos ainda a crescente produção de lixo eletrônicos, como baterias, pilhas e equipamentos usados com substâncias tóxicas, incluindo metais pesados, fica claro que o trabalho ainda tem muito a ser desenvolvido. Atualmente, 13 das 20 cidades da região possuem Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, conforme exige a lei, mas apenas três realizam processo de compostagem para reduzir o volume de material orgânico levado aos aterros. O Ministério Público porém está fazendo sua parte e a sociedade regional, inclusive entidades empresariais e ambientais, escolas e associações comunitárias, podem também contribuir através da participação e acompanhamento dessa questão, que é de interesse de todos e fundamental para um futuro com qualidade de vida.
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