Opinião

Jesus: mentiroso, louco, ou Deus?

| 27/12/2014 - 00:01

Waldir Fabrício dos Santos*
O nome “Jesus” sempre é lembrado para os devidos fins, com mais ou menos intensidade. Mas, o que torna Jesus, chamado o Cristo, tão especial a ponto de muitos o considerarem um grande Mestre? Josh McDowell, no livro “Mais que um carpinteiro”, reeditado pela Editora Hagnos, aborda esse tema de forma brilhante e cativante, do qual faço algumas citações.
Nomes como Buda, Maomé ou Confúcio não agridem tanto as pessoas mas Jesus gera conflito. A razão é que os outros líderes religiosos não declararam que eram Deus, e Jesus fez essa declaração. Isso o torna diferente. Ele fazia alusões claras a sua divindade; apresentava-se como o único meio para a religação do homem com Deus; único que podia perdoar pecados e único caminho para o Pai.
Jesus Cristo é um nome e um título. O nome Jesus deriva da forma grega do vocábulo Jeshua, ou Josué, e que significa “Deus é Salvador”, ou “o Senhor salva”. O título Cristo deriva da forma grega do vocá¬bulo Messias (ou do hebraico Mashiah), que significa o “Ungido”. Durante uma festa em Jerusalém, ele quase foi apedrejado quando disse claramente para alguns líderes: “Eu e o Pai somos um.” (João 10.30).
Se a sua alegação de que era Deus fosse falsa, então temos duas opções somente: ou ele sabia que era falsa, ou não sabia.
MENTIROSO. Se ele sabia que não era Deus e afirmou isso então era um mentiroso, mistificador e enganador. E, também hipócrita, pois ensinava aos outros não mentir. E, por fim, tolo, pois morreu crucificado por causa dessa afirmação. Mas quem estuda os ensinamentos dele e a maneira como ele viveu não consegue imaginar uma insanidade dessas. Muitos dizem que ele era um grande mestre. Mas teria sentido acreditar em um mestre que – sabendo que não era Deus - mentisse sobre a sua identidade?
LOUCO. Então ele era um louco. Pensava que era Deus, tipo algumas autoridades por aí, mas estava enganado. Nesse caso lhe restaria uma internação em algum manicômio para o devido tratamento. Entretanto, em Jesus não enxergamos nenhuma anormalidade nem os desequilíbrios de um “louco normal”.
“O escritor C. S. Lewis, que era professor da Universidade de Cambridge e inicialmente um agnóstico, entendeu esta questão perfeitamente. Ele escreveu: “Quero aqui evitar que alguém expresse esta grande insensatez que certas pessoas tantas vezes repetem a respeito de Jesus: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre moralista, mas não aceito sua alegação de que era Deus.’ Aí está uma coisa que não podemos dizer. Um homem que fosse apenas um homem, e dis¬sesse; as coisas que Jesus disse, não poderia ser um grande mostre moralista. (...) Cada um tem que fazer sua escolha. Ou este ho¬mem era, e é o Filho de Deus, ou então era louco, ou coisa pior.” E depois, Lewis acrescenta: “Você pode silenciá-lo, julgando-o tolo; pode cuspir nele e matá-lo, julgando-o um demônio; ou então, cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não me venha com tolices condescen¬dentes, afirmando ser ele um grande mestre humanista. Ele não nos deixou esta alternati¬va. Não era sua intenção fazê-lo”.
ELE É DEUS. Só resta essa possibilidade. Mas, cada um tem que fazer a escolha. Quem a fizer e crer terá vida em seu nome, como João o evangelista escreveu, em João 20.31. As evidências claramente pendem em favor de Jesus como Senhor e Deus. Todavia, muitos as rejeitam por causa das implicações morais envolvidas na questão. Não desejam encarar as respon¬sabilidades ou implicações decorrentes do ato de chamá-lo Senhor e ter que prestar-lhe contas. Poncio Pilatos, prefeito da província romana da Judeia em 26 d.C. fez uma pergunta pouco antes de lavar as mãos e entregar Jesus para ser crucificado: -“Que farei então de Jesus, chamado Cristo? (Mt 27.22). Em 2015 d.C. dê a sua resposta, pois sua vida eterna depende dela.
*Waldir Fabrício dos Santos (56), engenheiro civil, pastor em Toledo-PR. ([email protected])
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