Editorial

Informatização exige atitude aberta e inovadora

| 20/12/2013 - 00:00

As medidas que começam a ampliar a utilização da informática na área de saúde municipal abrem caminho para que o setor melhore seu desempenho, eliminando práticas arcaicas e agilizando o trabalho e o atendimento à população. Trata-se de procedimento simples, mas que exigem a decisão de mudar e de buscar fazer de forma diferente, o que muitas vezes é o maior desafio diante de costumes já arraigados. Na verdade a mudança exige justamente um novo olhar, que observe o conjunto da estrutura e veja seu funcionamento “de fora”, percebendo assim o que precisa ser feito de modo diferente e como isso pode ser alterado para obter o melhor resultado em termos de praticidade e agilidade. Na verdade hoje o grande problema da área da saúde não é de recursos, mas sim de resolutividade. Isso passa necessariamente por simplificar a burocracia, reduzir o número de carimbo exigidos para um atendimento ou liberação de medicamento e, especialmente, reunir estes procedimentos num mesmo local e momento, evitando deslocamentos desnecessários ou onerosos, além de muitas vezes sacrificados para pessoas adoentadas ou debilitadas.
A informática na verdade tem grande potencial de solucionar problemas e melhorar procedimentos, mas para isso precisa ser vista como uma ferramenta para este objetivo. Um computador pode ser visto como um instrumento de planejamento, comunicação e geração de dados ou como uma simples máquina de escrever. É necessário portanto antes de tudo mudar a atitude diante das oportunidades oferecidas pela informática, conhecendo e viabilizando as ferramentas que ela oportuniza nos diferentes segmentos e setores. Felizmente percebe-se que em áreas novas como o Estratégia Saúde da Família esta atitude aberta e criativa existe e está facilitando a adoção de procedimentos e atitude inovadora, mas é preciso busca fazer com que os bons efeitos gerados nestes setores mais abertos à inovação sejam percebidos e valorizados por todos, de forma a conquistar uma atitude cooperativa em relação à mudança do quadro da saúde de Toledo no seu maior problema, que é o gerenciamento e produção de resultados na ponta do atendimento.
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