Editorial

Uma trajetória que não pode ser colocada em risco

| 21/12/2013 - 00:00

As informações trazidas a Toledo sobre a possibilidade da região ser uma das passíveis de exploração do gás de xisto a partir da tecnologia conhecida como fraturamento hidráulico, ou “fracking”, em inglês, são bastate sérias e merecedoras da mobilização que começa a ocorrer entre as lideranças de Toledo dos mais diversos segmentos e posturas. Isso porque esta possível nova atividade econômica viria colocar em risco recursos naturais básicos para nossa qualidade de vida e agropecuária, como o solo e a água. Após todo o esforços desenvolvido ao longo de gerações desde o tempo dos desbravadores Toledo estruturou uma agropecuária de produção destacada e que embasa uma agroindústria de destaque internacional e de forma nenhum podemos admitir a possiblidade de isso vir a ser colocado sob risco por conta de uma possibilidade de negócio que eventualmente beneficiaria investidores externos por um período de tempo.
Aqui em Toledo e no Oeste do Paraná felizmente tivemos uma colonização baseada em famílias de colonos que para aqui vieram trazendo vasta experiência agropecuária e capacidadede trabalho, fortalecida pelos laços de união e solidariedade de comunidades formadas no interior. Aqui não tivemos espaço para o aventureiro, o jogador, o homem de risco, estruturando ao longo do tempo uma economia que hoje ajuda a sustentar o Paraná e o Brasil graças à força e diversidade de sua produção. Por isso mesmo não se pode admitir que em nome de futuras possibilidades vinculadas a aventuras venha a se colocar sob risco toda esta trajetória. E não se pode dar outra designação a projetos imediatistas, sem vínculo ou compromisso com nossa região e sua gente e aparentemente é disso que se trata neste momento. É claro que deve ser dado sempre o benefício da dúvida, mas certamente não se pode admitir de forma alguma que qualquer risco venha a ser gerado para nosso solo - leia-se agricultura; ou água – entenda-se por pecuária -, devido a um projeto sem respaldo regional, sem contar a qualidade de vida que alcançamos e que não pode de forma alguma ser colocada sob outros riscos além daqueles que já enfrenta pela expansão pecuária e populacional. A hora portanto é de somar forças, reunir informações e cobrar posição de nossas lideranças e autoridades, de forma a que sejamos agentes ativos deste processo e não vítimas de seu andamento.
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