Editorial

Crise mostra que saúde precisa mais de amor do que dinheiro

| 22/12/2013 - 00:00

A crise vivida na saúde pública regional por conta da ameaça da Casa de Saúde Bom Jesus de não aceitar pacientes do SUS em sua UTI devido ao não pagamento de serviços pelo Estado coloca o tema em todas as rodas, abrindo um debate que deve ser mais profundo do que um bate-boca do tipo “me paga-não posso”. A questão na verdade envolve interesses que abrangem todos os 18 municípios da microrregião e suas respectivas autoridades, bem como e principalmente as autoridades e lideranças de Toledo, sede das estruturas privadas, regionais e estaduais envolvidas. Infelizmente percebe-se que o cenário desta crise já não é apenas a saúde pública e seus problemas ocasionais ou periódicos, mas também os planos e projetos que buscam alinhar-se para as eleições de outubro próximo e que envolvem sim os representantes e lideranças de todos os 18 municípios. É preciso porém ter claro e saber desde já o quanto estes planos estão vinculados a projetos e prioridades regionais e o quanto representam de interesses e ações pessoais, lastreadas em personalidades e suas vaidades e imperfeições ao invés de comunidades e suas necessidades.
Normalmente os representantes dizem falar em nome do interesse coletivo, mas cabe à comunidade julgar o quanto isso tem de verdade, pois muitas vezes a visão da própria liderança pode ser perturbada por suas limitações e paixões, inclusive colocando em segundo plano o interesse geral. Cabe à sociedade agir para evitar este mal, que pode ser altamente destrutivo se não for regulado e até contido pela comunidade organizada. Em nossa região já tivemos exemplos dos malefícios de disputas e paixões políticas pessoais colocadas acima do interesse geral e para quem quiser conferir é só repassar o histórico episódio Coopagro. O fim de uma das maiores cooperativas do Paraná e do Brasil deveu-se às paixões colocadas acima do interesse coletivo, num episódio lamentável que custou a Toledo e região a segunda maior empregadora no município, grande geradora de tributos e que iniciava a transformação de nossa produção agropecuária. Agora precisamos avaliar se vidas não estão sendo puxadas para o tabuleiro político-partidário pela falta de limites e até escrúpulos dos que precisam buscar soluções coletivas, mesmo que sacrificando projetos individuais. A verdadeira política é o pensar coletivo e é dela que precisamos em situações como esta. Esta atitude revela um grande líder muito mais do que o discurso e também é a melhor forma de demonstrar o verdadeiro amor por Toledo e por sua gente.
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