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O Orientador Educacional e a avaliação do processo de ensino-aprendizagem

| 18/12/2015 - 00:01

Alisson Moura Chagas *
No mês em que é comemorado o dia do Orientador Educacional é importante relembrar o papel desse profissional frente ao processo avaliativo nas escolas de educação básica e superior. A avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem, sendo parte fundamental e de extrema importância tanto para o educando quanto para os docentes. Cabe ao Orientador Educacional participar desses momentos de avaliação, uma vez que esse profissional, sendo habilitado, juntamente com o professor poderá desenvolver as melhores estratégias para atender as necessidades do educando.
A avaliação é de responsabilidade do professor, porém tal atividade não é exclusiva desse profissional, assim todos que estão envolvidos no processo de ensino-aprendizagem devem fazer parte dessa construção. O Serviço de Orientação Educacional (SOE) é exercido por um profissional habilitado que tem por função buscar a formação integral dos educandos. A avaliação tem por função sua fase diagnóstica, formativa e somativa. A primeira com finalidade de identificar as dificuldades dos educandos, a segunda de determinar se os objetivos propostos foram atingidos e a última com a função de promover o educando, ou seja, a aprovação ou retenção em uma determinada série e/ou ano.
O Serviço de Orientação Educacional, mediante a figura do Orientador Educacional, tem por função dar assistência ao educando de forma integral, ou seja, considerá-lo em caráter pessoal e social. É o SOE que irá ajudar o educando em suas relações com os diversos setores da instituição educacional, o que despertará no educando oportunidades de fazer escolhas e até mesmo de assumir responsabilidades, tanto na área educacional quanto pessoal.
O Orientador deverá dar suporte à elaboração da Proposta Pedagógica das instituições escolares em que se fizer presente o SOE, bem como trabalhar em conjunto com os demais profissionais. Ele deve ter como apoio o corpo docente, assim um estreito relacionamento deverá ser mantido entre ambos, o que visa uma melhor aplicação das funções do SOE nos ambientes escolares. O Serviço de Orientação Educacional não pode ser visto como uma atividade estranha dentro das instituições. É por isso que o Orientador Educacional deverá de início ter o corpo docente como um aliado nas atividades a serem desenvolvidas, ou seja, os docentes deverão ser conquistados para trabalharem junto à Orientação Educacional.
A profissão de Orientador Educacional é regulamentada pelo Decreto de número 72.846, de 26 de setembro 1973, esse que prevê sobre o exercício do profissional da Orientação Educacional. Dentre as atribuições privativas do Orientador Educacional vale ressaltar que tal profissional deve, tanto no âmbito escolar quanto da comunidade, planejar e coordenar a implantação do Serviço de Orientação Educacional, além de participar do processo de avaliação e de recuperação dos educandos.
O Orientador Educacional deve atuar sempre em equipe, uma vez que a atuação da Orientação Educacional no processo de ensino-aprendizagem não se trata uma tarefa pontual, e sim desenvolvida dentro de um espaço de tempo, que na maioria das vezes é delimitado pelo ano letivo. O trabalho em equipe se torna mais eficaz, uma vez que todas as forças serão mobilizadas. O envolvimento da família é essencial no SOE, uma vez que é a partir dela que se tem base para entender a realidade dos educandos. Outrossim, a ação do Orientador Educacional se estende além dos muros das instituições escolares.
Em consonância com os PCN’s, os casos de retenção prescindem de discussão nos conselhos de classes e deve considerar questões trazidas pelos pais para subsidiar o professor na tomada de decisão. Às vezes, a repetência apresenta um problema que é do educando e não do sistema educacional, por isso deve ser estudada por todos que fazem parte do processo, especialmente pelo Orientador Educacional.
Os PCN’s ainda afirmam que a permanência em mais um ano deve ser entendida como medida educativa para que o educando tenha oportunidade e expectativa de sucesso e motivação. Aprovar ou reter educandos com dificuldades deve sempre ser acompanhado de encaminhamentos de apoio e ajuda que garantam a qualidade de aprendizagem e desenvolvimento das capacidades esperadas, funções essas que ficam a cargo do Orientador da Instituição Educacional.
A necessidade de conhecer a legislação faz com que os profissionais, sejam eles docentes ou de apoio pedagógico, avaliem sua praxis no meio educacional, pois só com o auxílio de fontes seguras é que se podem fazer mudanças significativas na aprendizagem, bem como na forma de avaliar. Por fim, não se pode prejudicar os educandos em virtude das condições das instituições educacionais, sejam elas por motivos de infraestrutura ou composição pedagógica, como a falta de coordenador ou orientador, enfim profissionais que auxiliariam em um melhor processo de ensino-aprendizagem.
*O autor é coordenador dos cursos de Letras e Pedagogia da Faculdade Anhanguera de Valparaíso de Goiás
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