Editorial

Verão traz enxurradas que testam evolução urbana

| 23/12/2015 - 00:01

Um vídeo feito durante mais uma enxurrada em São Paulo mostrou diversos veículos sendo arrastados pelas ruas e avenidas até formar um grande monte num beco no trecho mais baixo do terreno. O episódio acabou não tendo consequências outras que não o prejuízo material aos proprietários dos veículos e o abalo psicológico que passa um motorista e/ou ocupante de veículo que é levado pelas águas em meio a uma forte chuva num centro urbano. Embora o fato tenha acontecido numa megalópole como São Paulo, ele deve servir de alerta sobre a importância do planejamento urbano e da necessidade de conhecimento e respeito das condições de absorção da água da chuva e seu direcionamento de volta ao sol. Isto representa não apenas a reposição ao solo da água que saiu dos mananciais, mas também a segurança para os usuários do espaço urbano em relação ao direcionamento da água das chuvas, para que não se tornem fonte de perigo e danos quando deveriam ser simplesmente um fenômeno natural e fonte de alegria pela reposição do lençol freático que proporciona.
Estes cuidados porém não forma adotados ao longo da trajetória de São Paulo e hoje a maior cidade da América Latina torna-se um local de risco para seus moradores, que podem ser levados pelas águas num simples deslocamento ao trabalho ou à escola devido à falta de implantação e adequação de uma estrutura de recebimento de águas pluviais. Toledo hoje vive um processo de verticalização que decorre da grande valorização de seus terrenos, que torna o metro quadrado valorizado demais para a implantação de residências horizontais como acontecia até pouco tempo atrás. A consequência são os prédios cada vez maiores e as novas torres que começam a ganhar espaço na paisagem, mas é fundamental que esta valorização não perca de seu horizonte a necessidade de manter e fortalecer normas e planejamento para assegurar o escoamento devido às águas das chuvas nas ruas e avenidas, ms com a absorção adequada nos terrenos dos imóveis, que não podem ser fontes de água para algar as vias públicas. A conta é simples, mas precisa sempre ser praticada, parque outros interesses não acabem por criar situações difíceis e até mesmo dramáticas no médio e longo prazos. O verão que está iniciado deve proporcionar algumas enxurradas em Toledo e certamente esta será uma oportunidade para avaliarmos a quantas anda nossa relação com o planejamento e o equilíbrio em relação os recursos naturais, especialmente a água e sua destinação quando na forma de chuva.
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