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Inteligência e Moralidade

| 26/11/2016 - 00:01

Vivemos uma era de incertezas. As armas nucleares são graves ameaças à continuidade da vida terrestre. A ambição por domínio político ou financeiro obnubilou o raciocínio, e o homem sem conhecimento prévio da espiritualidade, patina no chão lodoso, sem compreender a realidade, e sem saber o princípio, nada compreende sobre o fim que se aproxima.
Enquanto isso, os mundos giram sem cessar, porque permanente o movimento. O que se apresenta agora, mais tarde se tornará ultrapassado, porque o novo supera o velho, já posto no ostracismo.
A inteligência e a moralidade são qualidades a serem destacadas.
A primeira reflete o longo caminhar do homem errante sobre o solo terreno, aprendiz atento dos enigmas a serem superados por sua arte, engenho e muito empenho.
Notável inteligência disponibilizada em mente doentia poderá causar danos irreparáveis ao sistema planetário ou de forma mas concisa à sociedade.
Não basta ao homem simplesmente ser inteligente, mas usar corretamente suas habilidades intelectuais e, antes de tudo, ser racional.
A inteligência não educada pode ser comparada a um cavalo bravio, que se mantém indomável. Em sendo usada de forma abusiva e inconsequente, ela causa transtornos, dificuldades e sofrimentos aos encolhidos em quadro de castigo e subserviência.
O deslumbrado com sua capacidade cognitiva contempla-se no espelho das maravilhas e nada do espectro humano se assemelha ao seu pleno orgulho, às suas verdadeiras ou fantasiosas proezas, ao egoísmo que nada vê além de seu êxito, e à vaidade, falsa como a política escusa, que se mostra com um sorriso maroto a esconder um réptil venenoso nas entranhas.
Tudo se estabelece entre limites, tudo vigora sob normas e ordens que precisam ser cumpridas, salvo se elaboradas por agentes do mal, a serviço de interesses vergonhosos e mesquinhos.
Uma nova consciência se alevanta: a moralidade, que a passos firmes, mas lentos, planta dignidade por onde passa e acalenta de esperança o sonho de homens com ideais elevados.
A moralidade não é soberba nem é mesquinha. Ela não se julga mais, mas se sente humilde e simples, e com compreensão, paciência e carinho, vai planificando o terreno escorregadio e lamacento, até que todos possam circular livre e confiadamente.
A moralidade desce aos abismos existenciais, clareando mentes sombrias, vidas pérfidas e vazias, homens indecentes e decaídos. Ela convence, não obriga, esclarece, não oprime.
A moralidade pode constar no inapto e no inepto, no sábio, no rico e no pobre, no são e no enfermiço; ela não escolhe criaturas por suas características, mas por suas personalidades forjadas na têmpera da dignidade e disciplina.
Ela tempera e equilibra o existir, afirmando-se nas conquistas do bem e da justiça.
Se os avanços materiais, científicos e tecnológicos decorrem de mentes superlativas, as vitórias interiores do saber ser, do compreender a si mesmo e ao outro, do agir com firmeza e prudência no prosseguir, e da obtenção da consciência plena são atributos do espírito moralizado e redimido, pronto para figurar entre os imortais luzentes que sustentam os mundos.
José Periandro Marques
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