Editorial

Sinal vermelho: desemprego atinge 23 milhões de brasileiros

Sérgio Ferreira | 24/01/2017 - 00:01

O Brasil vive uma de suas maiores crises de desemprego da história. A troca de Dilma por Temer em nada adiantou para os que procuram uma vaga no mercado de trabalho. A beira de um abismo que parece mesmo não chegar ao fim, a economia nacional não consegue reagir e um dado assombroso foi divulgado essa semana. De acordo com estudo comparativo do banco Credit Suisse, o Brasil está entre os recordistas globais do chamado ‘desemprego ampliado’. Segundo o levantamento, nossa crise é muito mais profunda do que nos mostram os dados do IBGE.
O levantamento coloca o Brasil com a sexta maior taxa de ‘desemprego ampliado’ entre 31 países desenvolvidos e emergentes avaliados. De acordo com os dados do Credit Suisse, no terceiro trimestre de 2016, a taxa de ‘desemprego ampliado’ foi de 21,2% – praticamente o dobro do desemprego oficial anunciado: 11,8%. Ou seja, estamos perto de 23 milhões de brasileiros desempregados ou subutilizados.
Para entendermos a diferença entre os índices tradicionais e este apresentado de forma
ampliada, na forma tradicional consideram-se apenas quem procura trabalho e não
encontra. Já a taxa ampliada ‘usa uma métrica mais complexa, que inclui quem faz bico por falta de opção e trabalha menos do que poderia ou desistiu de procurar trabalho’, como explica matéria do Estadão.
Em comparação a outros países analisados, o Brasil está muito acima da média, que é de 16,1%. E também fica acima de países com renda comparável a nossa, como México (18,3%) e Turquia (15,9%). Na sexta posição geral negativa, o Brasil está atrás apenas de países profundamente afetados pela crise internacional: Grécia (31,2% de desemprego ampliado), Espanha (29,75%), Itália (24,6%), Croácia (24,6%) e Chipre (23,8%). O Brasil foi incluído pela primeira vez em um levantamento desse gênero. De acordo com Credit Suiss, isso só foi possível porque agora há dados disponíveis no organismo oficial responsável por acompanhar o mercado de trabalho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados denunciam: alerta total. Disparam o ‘sinal vermelho’ em seu ponto máximo. Caminhamos a passos largos rumo ao abismo no mercado de trabalho e se não nos recuperarmos logo, o tempo para retomarmos melhores índices será ainda maior.
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