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Sérgio Ferreira | 27/01/2017 - 00:01

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Workshop para novos gestores

É de se estranhar o evento realizado em pleno horário de expediente na quarta-feira (25) no Olinda Park Hotel. Por lá estiveram secretários, assessores, diretores de departamentos e vereadores da base de apoio do prefeito Lucio de Marchi (PP). O ‘workshop para novos gestores municipais’ foi ministrado pelo ex-prefeito de Maringá e ex-secretário estadual de Planejamento, Silvio Barros (PP), irmão do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que esteve no dia anterior em Toledo. Também participaram o deputado estadual José Schiavinato (PP) e o ex-deputado Duílio Genari (PP).


Escola de formação pepista

O leitor deve estar se perguntando e o que tem de estranho nisso? Não teria nada. Isso se o evento fosse de formação técnica e interesse público, mas não. Foi uma espécie de ‘escola de formação ideológica pepista’. Justifica-se. O evento foi promovido pela Fundação Milton Campos – fundação nacional do Partido Progressista. Seria o mesmo que se o PT tivesse o prefeito de Toledo e em horário de expediente convocasse todos seus secretários, assessores, diretores e vereadores de apoio para participar de um evento da Fundação Perseu Abramo, a fundação pertencente ao Partido dos Trabalhadores. O que você acharia disso? Essa ‘pepezada’ viu!!!


Horário inadequado

Se o tal ‘workshop’ fosse realizado em horário que não fosse de expediente, não teria problema algum, afinal, os partidos têm todo o direito de promoverem seus eventos partidários e de formação ideológica, desde que isso não onere os cofres públicos e muito menos prejudiquem o atendimento aos cidadãos.


Quem é o palestrante?

O site da prefeitura de Toledo divulgou matéria com fotos, onde diz que o ex prefeito maringaense, derrotado nas últimas eleições, “trouxe sua experiência como prefeito, trazendo algumas ideias que poderão ser aproveitadas pela prefeitura de Toledo”. Quais seriam essas ideias? Teria algo a ver com gerenciamento e fiscalização da execução de obras públicas municipais?


Réu por improbidade

A torcida é para que o ex prefeito de Maringá, que só este ano já visitou Toledo duas vezes, não tenha trazido ensinamentos sobre como montar o que o promotor público, Leonardo da Silva Vilhena, comparou ao caso da Operação Lava Jato, já que foi utilizada tática semelhante ao maior caso de corrupção já visto no país. Silvio Barros e seu ex-vice-prefeito, que depois se tornou prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), tornaram-se réus em ação civil pública por improbidade administrativa em setembro de 2016. O caso ficou conhecido como a ‘Lava Jato de Maringá’.


Ficha Corrida

Numa breve pesquisa no Google constata-se que Silvio Barros tem ficha corrida na Justiça. São várias ações por improbidade e inclusive algumas condenações. Quem não acredita basta pesquisar. Pergunta: é nesse tipo de administrador que a equipe do prefeito Lucio de Marchi vai se inspirar? Tomara que não!

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