Editorial

Faltou Transparência na Câmara de Toledo

Sérgio Ferreira | 11/02/2017 - 00:01

Faltou Transparência na Câmara de Toledo

Transparência! Essa foi uma das palavras mais usadas durante o recente período eleitoral. Transparência é tudo que o povo brasileiro tem pedido aos políticos. Transparência é o que o Brasil precisa para ser passado a limpo. Transparência é repetida várias vezes neste editorial para que possamos enfatizar o sentido da palavra. Para que a sociedade cobre da classe política, eleita com o voto popular, mais, cada vez mais: Transparência, escrita com letra maiúscula à altura da sua importância, mesmo após as eleições.
Transparência é tudo o que não se viu na escolha das comissões permanentes da Câmara de Vereadores de Toledo, ocorrida na tarde de sexta-feira (10). Com as portas fechadas, por ordem do presidente da Casa, Renato Reimann (PP), a imprensa e a população foram cerceadas de acompanhar uma importante reunião onde se define os membros das comissões que irão avaliar projetos, julgar condutas de vereadores, estabelecer critérios, debater assuntos estratégicos, enfim, comissões que tem o importante papel de ser uma espécie de ‘filtro’ antes das discussões irem parar na tribuna da Câmara do Poder Legislativo de Toledo.
Para que se saiba, a Câmara de Toledo tem sete comissões permanentes que são eleitas de dois em dois anos, após a eleição do presidente da Casa. São elas: Legislação e Redação, Finanças e Orçamento, Desenvolvimento Urbano e Economia, Educação, Cultura e Desporto, Saúde e Seguridade Social e Cidadania, Meio Ambiente, Administração e Serviços Públicos, Ética e Decoro Parlamentar. Como se vê, as comissões são diversas e cada uma delas é composta por cinco vereadores, um deles é eleito presidente da comissão.
Visto que o Poder Legislativo, nos regimes democráticos, tem o papel de ‘representar’ a sociedade, fiscalizar o Poder Executivo e legislar, é inadmissível que uma reunião, onde se definem os membros dessas importantes comissões, ocorra sem a presença Transparente da sociedade e da imprensa. Afinal, o que se quis esconder nessa reunião? Se não tinha nada a esconder, porque esse não foi um evento Transparente?
A sociedade toledana merece respeito por parte dos seus representantes. Cabe aqui ressaltar, que a decisão de fazer a reunião em um local onde a população e a imprensa não pudessem assistir foi do presidente. Ou seja, uma decisão monocrática, autoritária e antidemocrática. Não existe nada de Transparência nisso. Bem ao contrário, jogam obscuridade e desconfianças em cima de todos os e as vereadores (as), mesmo quem não concordou com a atitude do presidente.
É de conhecimento de todos que ‘aqui fora’, longe dos espaços de Poder onde se definem o futuro das cidades ou de um país, as pessoas vêem esse tipo de atitude como de um conjunto. Poucos têm o discernimento de entender que essa decisão foi de um apenas. Fica como se ‘os vereadores se reuniram com as portas fechadas’. Por isso, cabe aos demais, todos aqueles e aquelas que não concordam com essa postura antidemocrática e obscura do presidente, jogar luz ao fato, dar publicidade do que aconteceu. Ou padecerão como cúmplices disso tudo.
Em outros tempos, assim como aconteceu na última escolha das comissões, a reunião foi no auditório da Câmara, de forma Transparente, inclusive transmitida via internet para que qualquer cidadão ou cidadã pudesse ver o que estava acontecendo. É por isso que episódios como esse recebem toda a repulsa e protesto por parte de quem defende a Democracia e a Transparência nas ações dos poderes Executivo, Legislativo e também do Judiciário.
Ou defendemos isso, ou incorremos no risco de retrocessos perigosos para nosso jovem e já tão castigado Estado Democrático de Direito.
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