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Estamos aqui para adorar o Senhor

| 01/01/2018 - 08:59

Estamos aqui para adorar o Senhor

A festa deste 1º domingo de janeiro, a Epifania de Nosso Senhor, celebra a manifestação de Jesus a todos os povos. Epifania é uma festa de luz: a luz que conduz a Jesus; uma luz que nasce dele e atrai a si todos os povos da terra. Jesus vem para realizar o projeto salvador.Os magos representam todos os povos que caminham na esperança de encontrar alegria, paz e salvação.
No Evangelho de São Mateus podemos acompanhar a confissão de fé e o testemunho dos primeiros seguidores de Jesus. Seguindo o esplendor da estrela viram com seus próprios olhos o Messias esperado. Isso nos diz que a busca de Deus não é nunca em vão se ela se for realizada com a mesma paixão dos Reis Magos. Atentos aos sinais da chegada do Messias, eles o procuram com esperança e não desanima até encontrá-lo. Reconhecem nele a salvação de Deus e o aceitam como Senhor. A salvação é dom de Deus que precisa ser acolhida na figura do menino-Deus.
Os presentes oferecidos pelos Reis Magos revelam o profundo mistério de Cristo: Rei, Deus, Homem. O que eles viram realmente? Eles viram um bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura! Estes homens pagãos que não conhecem a revelação do Antigo Testamento reconhecem o Messias nesta criança e não se escandalizam com sua pobreza. Ao contrário dos doutores da lei e os especialistas das escrituras que não o reconhecem. É o que veremos em todo o evangelho de Mateus: Jesus é rejeitado pelo povo eleito e é acolhido pelos pagãos. O episódio indica que diante de Deus não há preferência de pessoas: a salvação é oferecida a todos, sem distinção. Jesus é o Rei que os pobres esperam. É um rei pacífico e humilde. Quem o encontra fica feliz como os pastores e os magos. O texto do Evangelho é uma catequese sobre Jesus e sua missão. Jesus é apresentado como o enviado de Deus Pai; Ele vem oferecer a salvação a toda humanidade. O evangelho revela também duas atitudes que vão se repetir ao longo de todo o Evangelho: há os que rejeitam Jesus e seu projeto, aqui simbolizado por Herodes e as autoridades de Jerusalém. Eles ficam perturbados com a chegada do Messias e planejam sua morte. De outro lado, há os que se alegram e acolhem Jesus, os pagãos e os pastores.
A Epifania é a festa da gratuidade e universalidade do chamado à salvação. “Deus nos salvou e convocou para uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu propósito e sua graça: graça que nos foi dada em Cristo Jesus desde a eternidade, mas que foi revelado somente agora com manifestação (epifania) de Nosso Salvador Jesus Cristo (cf 2Tm 1,9).
A visita dos Reis Magos nos ensina a buscar continuamente a luz verdadeira que ilumina a humanidade: Cristo. Não há nenhuma outra luz que ilumina plenamente, porque somente Cristo “tem palavras de vida eterna” (Jo 6,68). O próprio Deus atraiu e apontou os caminhos para os magos. Ele continua a fazer isso conosco hoje: “Fui eu que vos amei primeiro”. Nós, também, como os magos, chegaremos à casa do Pai e veremos o menino com Maria, sua mãe.
Dom João Carlos Seneme, css
Bispo de Toledo
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