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Governo do Paraná é criticado por ‘abrir janela para ferrugem da soja’

| 02/01/2018 - 20:45

Governo do Paraná é criticado por ‘abrir janela para ferrugem da soja’

Fabricantes de defensivos dizem que, do ponto de vista fitossanitário, extensão do prazo para plantio de soja no Paraná, até 14 de janeiro, aumenta o risco de resistência da ferrugem aos fungicidas.
A decisão do governo paranaense de autorizar a semeadura de soja até 14 de janeiro, duas semanas além do limite do calendário oficial, foi tomada sem ouvir pesquisadores especializados e poderá favorecer a resistência das doenças num período em que as condições climáticas não colaboram para o desenvolvimento das plantas.
A crítica está em nota assinada pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), pelo Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR) e pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).
No dia 20 de dezembro, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu a Portaria 345, que autorizou, em caráter excepcional para a safra 2017/2018, a semeadura da soja até a data de 14 de janeiro de 2018, em todo o Paraná, para cultivos em sucessão às culturas de milho ou feijão. Para o diretor presidente da Adapar, Inácio Kroetz, a extensão do prazo não traria riscos, por estar dentro de uma margem de segurança adequada.
Como antibiótico
Em que pesem as boas intenções da Adapar, a indústria de defensivos reprovou a medida. Quanto maior for a janela de semeadura e o número de gerações do fungo da ferrugem asiática - diz a ANDEF - maior será a resistência ao modo de ação dos fungicidas. “Não entramos no mérito do prejuízo do produtor paranaense se não tiver a extensão da janela de plantio. Do ponto de vista fitossanitário a medida não é boa, porque a soja continua viva no campo e faz com que o fungo fique vivo e tenha mais condições de adquirir resistência. Para conseguir controlar o fungo da ferrugem da soja, é preciso proteger o fungicida. É como um antibiótico no hospital, você precisa tomar outras medidas para que o remédio possa controlar a bactéria pelo maior tempo possível”, avalia Roberto Sant’Anna, gerente de inovação e sustentabilidade da ANDEF.
Sant’Anna lamenta que a calendarização do plantio de soja seja feita pelos estados. “Infelizmente, os estados têm autonomia para definir o período. A ferrugem da soja é um problema sério, que ultrapassa os limites do Paraná e chega aos limites da América Latina. É preciso calendarizar e controlar os limites do vazio sanitário em todo o continente, porque se tiver soja plantada tardiamente na Bolívia ou no Paraguai, ela pode vir e contaminar nossas lavouras”.
Fonte: Gazeta do Povo
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