Economia

Confiança do consumidor marca 40,9 pontos em dezembro e fecha 2017 apontando estabilidade

| 15/01/2018 - 21:20

Com a economia dando sinais mais claros de retomada, a confiança do consumidor encerrou o ano de 2017 de maneira estável. Dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o ICC
(Indicador de Confiança do Consumidor) CONCLUIU O ÚLTIMO MÊS DE DEZEMBRO COM 40,9 PONTOS, mantendo-se praticamente estável na comparação com o início do ano passado, quando o índice se encontrava em 41,9 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que abaixo de 50,0 pontos significa um predomínio da percepção negativa tanto com relação à economia como das finanças pessoais.
“Para os próximos meses, espera-se que o processo de recuperação da economia, já em curso, produza efeitos mais perceptíveis para o consumidor, melhorando a avaliação tanto do momento atual como as perspectivas para o futuro. O reestabelecimento da confiança, a
geração de empregos e crescimento da renda são fatores fundamentais para esse processo de saída da recessão, pois favorecem a retomada do consumo, alimentando o ciclo virtuoso da economia”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.
CONSUMIDORES AINDA PERCEBEM MOMENTO ECONÔMICO COMO RUIM; DESEMPREGO
ELEVADO É A RAZÃO MAIS CITADA PARA O DESALENTO
Um dos componentes que formam o Indicador de Confiança é o INDICADOR DE PERCEPÇÃO DO CENÁRIO ATUAL, que mede a avaliação que os consumidores fazem do momento presente da economia e da própria vida financeira. Nesse caso, também houve estabilidade na conclusão do ano. O ÍNDICE FECHOU DEZEMBRO DE 2017 EM 29,9 PONTOS, pouco acima dos 29,6 observado em janeiro, mas levemente abaixo dos 30,7 pontos que vigorava
em novembro.
Em termos percentuais, 84% DOS CONSUMIDORES AVALIAM DE FORMA NEGATIVA o atual momento da economia contra apenas 2% que a consideram boa. Outros 13% têm uma visão neutra a respeito. Quando o assunto se detém ao estado atual de sua própria vida financeira, A AVALIAÇÃO POSITIVA É UM POUCO MELHOR E ATINGE 12% DOS ENTREVISTADOS, contra 43% de pessimistas e 45% dos que possuem uma visão neutra.
O desemprego ainda é o principal vilão daqueles que consideram suas finanças em momento crítico: 33% ATRIBUEM À DESOCUPAÇÃO a principal causa do pessimismo. A dificuldade em pagar as contas também pesa, igualmente citada por 33% da amostra. A queda da renda familiar ficou com 14%, ao passo que 13% tiveram algum imprevisto que acabou afetando as finanças de casa.
Chama a atenção que, considerando os consumidores que possuem uma visão particularmente positiva a respeito de suas finanças, METADE (50%) DELES ATRIBUI O BOM MOMENTO AO CONTROLE QUE EXERCEM SOBRE SUAS CONTAs. Outros 10% disseram não sofrer problemas no orçamento porque contam com uma reserva.
Para os que avaliam mal o estado da economia, novamente, o desemprego (39%) é citado como a principal causa. Além disso, 30% reclamam dos altos preços e 20% se queixam das altas taxas de juros. “Ao longo dos últimos meses as taxas de juros recuaram, mas ainda permanecem elevadas, sobretudo as direcionadas as pessoas físicas. Já a inflação, embora sob controle, acumulou sucessivas altas em um período recente, o que faz com que o consumidor ainda tenha a percepção de que está pagando mais caro pelos produtos que consomem”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
INDICADOR DE EXPECTATIVAS FECHA 2017 COM 51,8 PONTOS, POUCO ACIMA DO NÍVEL NEUTRO
Embora classifiquem o atual momento de forma negativa, os consumidores nutrem esperanças de que a situação se reverterá no futuro. O INDICADOR DE EXPECTATIVA, que é um outro componente que ajuda a formar o INDICADOR DE CONFIANÇA, FECHOU O ANO DE 2017 COM 51,8 PONTOS, pouco menor dos 54,2 pontos registrados em janeiro do ano passado e dos 53,0 pontos observados em novembro último. O que contribuiu com o dado
levemente acima do nível neutro foram as perspectivas sobre a própria vida financeira, que marcaram 60,6 pontos. Quando se trata da economia em geral, o indicador marcou 43,1 pontos.
Em termos percentuais, 41% DOS BRASILEIROS ESTÃO PESSIMISTAS COM O FUTURO DA ECONOMIa. Os otimistas com o país somam 20% da amostra, ao passo que 33% estão neutros.
Entre os que estão pessimistas, o principal motivo apontado é a corrupção e a impunidade dos políticos (45%), seguido daqueles que discordam das medidas econômicas adotadas pelo atual governo (15%) e a percepção de que o desemprego continuará aumentando (14%).
Já considerando os otimistas, a maior parte (41%) não sabe explicar as razões de acreditarem na melhora, 11% confiam que as pessoas vão voltar a consumir e 10% que o desemprego recuará.
53% DOS BRASILEIROS TÊM BOAS EXPECTATIVAS COM SUAS FINANÇAS
Com relação às expectativas para a própria vida financeira, A MAIORIA (53%) ESTÁ OTIMISTA, contra 17% de pessimistas. Outros 25% possuem uma visão neutra a respeito. Entre os otimistas, o principal motivo é a esperança em arrumar novo emprego ou receber uma promoção (32%), seguido daqueles que não sabem explicar o motivo do otimismo (29%). Já entre os pessimistas, os principais motivos apontados são: descrença na melhora da economia (41%), percepção de preços altos (21%) e poucas perspectivas de uma recolocação profissional (9%).
MESMO COM INFLAÇÃO SOB CONTROLE, CUSTO DE VIDA É O QUE MAIS PESA NA VIDA DA MAIORIA
O indicador também revelou que o mau momento da economia reflete-se de várias maneiras na vida dos brasileiros. O que mais tem pesado, no entanto, é o CUSTO DE VIDA, MENCIONADO POR 53% DOS ENTREVISTADOS. Também pesa sobre o orçamento das famílias o desemprego (18%) e o endividamento (11%). De modo geral, 77% desses entrevistados notaram aumento
Ainda de acordo com o indicador, 6% DOS CONSUMIDORES QUE EXERCEM ATIVIDADE REMUNERADA TÊM UM ALTO RECEIO DE SEREM DEMITIDOS PELOS PRÓXIMOS MESES. Para 22%, o receio de demissão é médio, ao passo que 44% não enxergam esse risco. “O desemprego é um dos efeitos sociais mais sensíveis da crise econômica, pois impacta diretamente na confiança dos consumidores e, portanto, no consumo. A boa notícia é que, ainda que lentamente, o mercado começa a dar sinais de recuperação e, seguindo nessa toada, pode dar um sentimento de maior segurança aos consumidores”, avalia Marcela Kawauti.
Com a economia dando sinais mais claros de retomada, a confiança do consumidor encerrou o ano de 2017 de maneira estável. Dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o ICC
(Indicador de Confiança do Consumidor) CONCLUIU O ÚLTIMO MÊS DE DEZEMBRO COM 40,9 PONTOS, mantendo-se praticamente estável na comparação com o início do ano passado, quando o índice se encontrava em 41,9 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que abaixo de 50,0 pontos significa um predomínio da percepção negativa tanto com relação à economia como das finanças pessoais.
“Para os próximos meses, espera-se que o processo de recuperação da economia, já em curso, produza efeitos mais perceptíveis para o consumidor, melhorando a avaliação tanto do momento atual como as perspectivas para o futuro. O reestabelecimento da confiança, a geração de empregos e crescimento da renda são fatores fundamentais para esse processo de saída da recessão, pois favorecem a retomada do consumo, alimentando o ciclo virtuoso da economia”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.
CONSUMIDORES AINDA PERCEBEM MOMENTO ECONÔMICO COMO RUIM; DESEMPREGO
ELEVADO É A RAZÃO MAIS CITADA PARA O DESALENTO
Um dos componentes que formam o Indicador de Confiança é o INDICADOR DE PERCEPÇÃO DO CENÁRIO ATUAL, que mede a avaliação que os consumidores fazem do momento presente da economia e da própria vida financeira. Nesse caso, também houve estabilidade na conclusão do ano. O ÍNDICE FECHOU DEZEMBRO DE 2017 EM 29,9 PONTOS, pouco acima dos 29,6 observado em janeiro, mas levemente abaixo dos 30,7 pontos que vigorava
em novembro.
Em termos percentuais, 84% DOS CONSUMIDORES AVALIAM DE FORMA NEGATIVA o atual momento da economia contra apenas 2% que a consideram boa. Outros 13% têm uma visão neutra a respeito. Quando o assunto se detém ao estado atual de sua própria vida financeira, A AVALIAÇÃO POSITIVA É UM POUCO MELHOR E ATINGE 12% DOS ENTREVISTADOS, contra 43% de pessimistas e 45% dos que possuem uma visão neutra.
O desemprego ainda é o principal vilão daqueles que consideram suas finanças em momento crítico: 33% ATRIBUEM À DESOCUPAÇÃO a principal causa do pessimismo. A dificuldade em pagar as contas também pesa, igualmente citada por 33% da amostra. A queda da renda familiar ficou com 14%, ao passo que 13% tiveram algum imprevisto que acabou afetando
as finanças de casa.
Chama a atenção que, considerando os consumidores que possuem uma visão particularmente positiva a respeito de suas finanças, METADE (50%) DELES ATRIBUI O BOM MOMENTO AO CONTROLE QUE EXERCEM SOBRE SUAS CONTAs. Outros 10% disseram não sofrer problemas no orçamento porque contam com uma reserva.
Para os que avaliam mal o estado da economia, novamente, o desemprego (39%) é citado como a principal causa. Além disso, 30% reclamam dos altos preços e 20% se queixam das altas taxas de juros. “Ao longo dos últimos meses as taxas de juros recuaram, mas ainda permanecem elevadas, sobretudo as direcionadas as pessoas físicas. Já a inflação, embora sob controle, acumulou sucessivas altas em um período recente, o que faz com que o consumidor ainda tenha a percepção de que está pagando mais caro pelos produtos que consomem”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
INDICADOR DE EXPECTATIVAS FECHA 2017 COM 51,8 PONTOS, POUCO ACIMA DO
NÍVEL NEUTRO
Embora classifiquem o atual momento de forma negativa, os consumidores nutrem esperanças de que a situação se reverterá no futuro. O INDICADOR DE EXPECTATIVA, que é um outro componente que ajuda a formar o INDICADOR DE CONFIANÇA, FECHOU O ANO DE 2017 COM 51,8 PONTOS, pouco menor dos 54,2 pontos registrados em janeiro do ano passado e dos 53,0 pontos observados em novembro último. O que contribuiu com o dado
levemente acima do nível neutro foram as perspectivas sobre a própria vida financeira, que marcaram 60,6 pontos. Quando se trata da economia em geral, o indicador marcou 43,1 pontos.
Em termos percentuais, 41% DOS BRASILEIROS ESTÃO PESSIMISTAS COM O FUTURO DA ECONOMIa. Os otimistas com o país somam 20% da amostra, ao passo que 33% estão neutros.
Entre os que estão pessimistas, o principal motivo apontado é a corrupção e a impunidade dos políticos (45%), seguido daqueles que discordam das medidas econômicas adotadas pelo atual governo (15%) e a percepção de que o desemprego continuará aumentando (14%).
Já considerando os otimistas, a maior parte (41%) não sabe explicar as razões de acreditarem na melhora, 11% confiam que as pessoas vão voltar a consumir e 10% que o desemprego recuará.
53% DOS BRASILEIROS TÊM BOAS EXPECTATIVAS COM SUAS FINANÇAS
Com relação às expectativas para a própria vida financeira, A MAIORIA (53%) ESTÁ OTIMISTA, contra 17% de pessimistas. Outros 25% possuem uma visão neutra a respeito. Entre os otimistas, o principal motivo é a esperança em arrumar novo emprego ou receber uma promoção (32%), seguido daqueles que não sabem explicar o motivo do otimismo (29%). Já entre os pessimistas, os principais motivos apontados são: descrença na melhora da economia (41%), percepção de preços altos (21%) e poucas perspectivas de uma recolocação profissional (9%).
MESMO COM INFLAÇÃO SOB CONTROLE, CUSTO DE VIDA É O QUE MAIS PESA NA VIDA DA MAIORIA
O indicador também revelou que o mau momento da economia reflete-se de várias maneiras na vida dos brasileiros. O que mais tem pesado, no entanto, é o CUSTO DE VIDA, MENCIONADO POR 53% DOS ENTREVISTADOS. Também pesa sobre o orçamento das famílias o desemprego (18%) e o endividamento (11%). De modo geral, 77% desses entrevistados notaram aumento
Ainda de acordo com o indicador, 6% DOS CONSUMIDORES QUE EXERCEM ATIVIDADE REMUNERADA TÊM UM ALTO RECEIO DE SEREM DEMITIDOS PELOS
PRÓXIMOS MESES. Para 22%, o receio de demissão é médio, ao passo que 44% não enxergam esse risco. “O desemprego é um dos efeitos sociais mais sensíveis da crise econômica, pois impacta diretamente na confiança dos consumidores e, portanto, no consumo. A boa notícia é que, ainda que lentamente, o mercado começa a dar sinais de recuperação e, seguindo nessa toada, pode dar um sentimento de maior segurança aos consumidores”, avalia Marcela Kawauti.
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