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Reforma política necessária

| 21/11/2014 - 00:01

Amaro Sales*
A sociedade brasileira - costumes, posturas, práticas - está mudando muito rapidamente. Adiante, certamente, os estudiosos escreverão teses sobre tais mudanças e encontrarão, com riqueza de detalhes, as causas dos novos fenômenos sociais.
Neste contexto, algo que também mudou foi o processo eleitoral e, ao que parece, ainda não é o modelo atual a versão final. Vivemos, nas décadas de 70 e 80, um modelo que ainda tinha marcas do período liderado pelos militares, entretanto, ainda em 1986 as campanhas eleitorais passaram a ter novos atores, fatos e insumos. A própria legislação tem tido mudanças ao longo dos últimos anos, inclusive, com a prudente proibição de shows para animar comícios.
O marketing, por sua vez, vem tendo mais importância no processo eleitoral, fato ampliado com o uso impressionante das redes sociais e as técnicas de desconstrução de imagens, algo tratado abertamente na imprensa.
O perfil do eleitor também está mudando, sobretudo, os mais jovens. Antes, em regra, o jovem ouvia os pais para definir o voto. Hoje, não raro, o jovem chega à urna com seu próprio convencimento. Ademais, as propostas de candidato estão sendo mais discutidas e avaliadas o que demonstra uma evolução positiva do exercício democrático.
Evidentemente que ainda há muito que fazer para aprimorarmos o processo eleitoral. Creio que é pertinente o voto distrital, mesmo que para preenchimento parcial das vagas na Assembleia e Câmara. Os Parlamentares ficariam mais próximos de suas regiões e consequentemente mais atentos aos compromissos assumidos.
Outro importante debate é em relação ao custo das eleições a cada 02 anos. Não é uma conta barata! São orçamentos para 27 Tribunais Regionais e ainda para o Tribunal Superior Eleitoral. É uma despesa necessária, mas que poderia ser otimizada se as eleições ocorressem em um mesmo período, por exemplo, a cada 04 ou 05 anos, a depender do tempo de mandato estabelecido. Também seria considerável a economia para partidos e candidatos. Os recursos financeiros envolvidos a cada 02 anos são vultuosos.
Se o processo eleitoral está mudando e o debate tem se voltado para a construção de propostas, a reforma política é, seguramente, uma das mais importantes, inclusive, para tratar da criação, do funcionamento e financiamento dos partidos políticos. Sinto falta, como cidadão e empresário, de propostas mais claras sobre a reforma política no debate eleitoral de 2014. Muitas são as reformas necessárias, mas o aperfeiçoamento do processo eleitoral é imperioso para desobstruir caminhos, inclusive, alguns dos quais precedem à outras mudanças desejadas.
Espero, enfim, que tenhamos a reforma política nos próximos anos e que as próximas eleições, com eleitores ainda mais participativos e conscientes, já sejam realizadas sob novas regras.
*Amaro Sales é presidente do Sistema FIERN e do Conselho Temático Permanente da Micro e Pequena Empresa (CCOMPEM/CNI).
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