Editorial

Deficiência da educação exige nova visão

| 23/12/2014 - 00:01

O Enem-Exame Nacional do Ensino Médio, edição 2013, por Escola, apontou que 4.984 instituições tiveram média abaixo da nota exigida para que um aluno tenha o certificado de conclusão do ensino médio, que é 500. Os resultados divulgados ontem pelo Inep-Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira mostram que uma a cada três escolas avaliadas (33,87%) não conseguiu a média 500, numa escala que vai até 1.000. Entre os problemas apontados está a dificuldade de leitura, que é um recurso básico para ter acesso ao conhecimento. É pela leitura que se estuda e aprende e quem mal lê, mal entende, mal aprende e mal de se forma, tornando-se na verdade um cidadão e profissional limitado. Hoje já se difunde o conceito de analfabetismo funcional e ele expressa justamente a ideia da limitação que representa a dificuldade de leitura. A leitura porém não é algo distante e inacessível, mas sim um recurso à disposição de quem quiser desenvolvê-lo e através disso obter maior desenvolvimento pessoal e profissional, maior realização pessoal e mais facilidade em sua participação e integração na sociedade.
Este total de 4.984 escolas com desempenho abaixo da média mínima surgiu de 14.715 escolas que tiveram suas notas divulgadas entre as 25.909 escolas brasileiras e os resultados mostram que o Brasil precisa investir na educação para melhorar estes resultados. Este é o caminho para melhor preparar sua juventude, de forma que possa desenvolver seu potencial e atuar com a melhor condição possível na comunidade, na atividade produtiva e na sociedade. O resultado do Enem na verdade deixa claro que muito precisamos fazer ainda para superar as limitações que o Enem mostra mais uma vez na formação escolar dos brasileiros. A verdade porém é que entre tantas riquezas que o Brasil possui a maior é justamente sua gente, mas é ela a que menos investimentos tem recebido. É porém através das pessoas e seu desenvolvimento que inúmeras nações sem outras riquezas conseguiram todas as demais que lhe faltavam. Assim, a pobreza natural foi transformada no ponto inicial de uma caminhada rumo à riqueza através da educação. É hora portanto de colocarmos a maior riqueza em seu devido lugar e assim buscarmos a superação dos atrasos que ainda carregamos e que mantêm o Brasil abaixo do potencial que possui.
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