Cidade

Azul e Passaredo poderão operar voos em Toledo

| 31/12/2014 - 00:01

Toledo em breve voltará a ter voos regulares no Aeroporto Regional Luiz Dalcanale Filho. A previsão é que até o final do mês de março de 2015, as companhias áreas Azul, de Brasília e Passaredo, de São José do Rio Preto, que já demonstraram interesse comecem a operar em Toledo com as aeronaves ATR-72, com capacidade para até 77 passageiros. Outra boa noticia é que está em andamento na Secretaria de Aviação Civil (SAC) o projeto da construção de uma nova pista no aeroporto de Toledo, que poderá ter 1800 metros de comprimento por 30 de largura e toda a nova estrutura terá um investimento do governo federal de R$ 40 milhões. Essas informações foram apresentadas na manhã dessa terça-feira, 30, em uma reunião técnica com o comandante da Viação Civil e vice – presidente de operação da empresa Phenix Services, de Maringá (PR) Clairton Hammer, no auditório Acary de Oliveira, na prefeitura. “O sitio aeroportuário de Toledo tem condições nessa nova configuração de comportar uma pista de até 2300 metros de comprimento por 45 de largura. A gente não sabe ainda o que a SAC vai determinar para nova pista, mas imaginamos que deverá ser em torno de 1800 metros comprimento por 30 de largura que já opera aeronaves como o Air Bus – 319, com média de 124 passageiros e com 90% de capacidade de peso de decolagem”, afirma Hammer. Ele confirma também que na nova estrutura as linhas de hangares serão preservadas e que Toledo terá um aeroporto para no mínimo os próximos 20 anos sem problemas de operação.
A pista atual do aeroporto tem 1670 metros de comprimento por de 30 de largura, que precisará de pequenas adequações como uso de crachás pelos funcionários e não utilização celular durante os pousos e decolagem para receber os voos das aeronaves ATR-72. “Descobrimento que o número de classificação do pavimento dessa atual pista é superior o que está publicado na legislação dentro das informações aeronáuticas e foi feito uma retroanálise por empresa especializada, que tem quer ser submetida à autoridade aeronáutica, que é o Cindacta II, em Curitiba para um parecer favorável e depois enviado para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que irá acatar a alteração e publicar essa alteração, que passará a valer”, diz Hammer. Com a construção da nova pista, que será a principal a atual ficará como pista auxiliar.
A nova pista do Aeroporto Luiz Dalcanale Filho tem previsão de prazo de quase dois anos para ser entregue. “A proposta está na SAC que será analisada e se aprovada vai gerar um estudo preliminar que vai dizer o quanto será gasto, na seqüência irá para anteprojeto e depois para a execução. Se tudo der certo até abril de 2015, será licitada a execução da obra, que tem 19 meses de prazo para ser concluída. Daqui dois anos no máximo deveremos ter uma pista nova com pátio e terminal de passageiros”. Hammer disse que mesmo com a construção da nova pista o aeroporto não será interditado e a atual pista poderá operar normalmente.
Comunidade de Toledo terá que ter cultura de aviação
Segundo Hammer, um aeroporto com essa nova estrutura a comunidade de Toledo terá que ter uma cultura de aviação e mais comprometimento efetivo com o aeroporto. “Se as pessoas não tiverem comprometidas, nunca se terá um aeroporto desse porte em Toledo. Pode até ter infraestruura, mas não se engane uma companhia área vem para a cidade se for lucrativo e somente terá retorno financeiro se a comunidade se envolver efetivamente em todas as fases do processo, na adequação da estrutura, na aplicação das normas e compra de passagens. E uma das vantagens é que o aeroporto de Toledo fecha muito pouco, é o único na região Sul, o que atrai muito a aviação, porque o índice de operação de cancelado de voos é muito pequeno, algo que outros aeroportos do Paraná não têm. Será o envolvimento da comunidade que vai fazer com que a companhia área entre se estabeleça e fique aqui para sempre”, comenta Hammer. Ele enfatiza que se a comunidade não tiver essa cultura de aviação à nova estrutura do aeroporto de Toledo poderá se tornar um elefante branco.
Lideranças de Toledo estão otimistas com investimentos no aeroporto
O deputado estadual Elton Welter (PT) lembra que existe um plano nacional de aviação regional e são 270 aeroportos no plano inicial com investimentos de recursos federais. “Nem todos serão contemplados, mas o de Toledo será. É uma obsessão do prefeito Beto Lunitti esse aeroporto que faz parte de um desenvolvimento econômico local e regional. Iremos transformar o aeroporto viável de acordo com as regras da Anac para que se tenham condições das companhias aéreas Azul e Passaredo comece a operar voos em Toledo nos próximos meses, porque os problemas técnicos estão sendo resolvidos”, afirma Welter.
Segundo o prefeito Beto Lunitti, esse projeto da nova pista do aeroporto Luiz Dalcanale Filho é viável e já foi acatado pela SAC que agora está analisado o projeto. “Estamos produzindo um ambiente e precisamos criar essa cultura de aviação e essa reunião mostrou para os presentes que aeroporto não é apenas temos aviões pousando e decolando, aeroporto tem uma característica muito intensa sobre o aspecto da normatização e da segurança. Por isso é grande a responsabilidade do município, do administrador, dos donos hangares e das aeronaves em relação a segurança dos aeroportos. E Toledo não é diferente”, comenta o prefeito.
Alguns empresários de grandes empresas de Toledo compareceram na reunião dessa terça-feira, entre eles o diretor da Fiasul, Luiz Augusto Sperotto. Ele disse que é um planejamento importante e se o aeroporto receber esses investimentos será a chama de sobrevivência para as empresas de Toledo. “A nossa competitividade empresarial passa principalmente pela logística e estamos implantando o sistema de governança da Fiasul e teremos de contratar executivos de fora que precisam assim com nós de sairmos para outras cidades com a certeza que iremos voltar e que o nosso voo não será desviado a mais de 500 km de Cascavel e que voo não deixará de sair e com isso perdemos negócios. Estamos criado boas perspectivas para as nossa empresas e torná-las mais saudáveis”, diz Sperotto.
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  • Victor
    Agora só falta combinar com a Azul, com a Passaredo, com a ANAC e com a Secretaria de Aviação Civil.
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