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A importância da agricultura familiar para o País e o mundo

| 31/01/2015 - 00:01

Dilceu Sperafico*
Assim como a agricultura extensiva é essencial para a produção de grãos e matérias-primas industriais, como soja, milho, trigo, algodão e cana-de-açúcar, a agricultura familiar tem papel fundamental no desenvolvimento do agronegócio do mundo inteiro.
Tanto que pequenos e médios produtores estão merecendo maiores atenções de associações de produtores, órgãos de pesquisas, agentes públicos e entidades representativas do agronegócio internacional.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (ONU/FAO), por exemplo, defende que fazendo melhor uso da tecnologia e informação, os agricultores familiares terão participação destacada no desafio de produzir alimentos com quantidade, qualidade, sanidade e diversidade necessárias ao abastecimento de população de nove bilhões de pessoas, prevista para 2050.
Isso porque a produção de determinados alimentos, como hortifrutigranjeiros, além da criação de pequenos animais, como suínos, frangos e peixes, são próprios da pequena e média propriedade, com vocação e tradição na atividade, além de mão-de-obra familiar disponível.
Diante dessa realidade, governos, iniciativa privada, sociedade civil organizada e organismos da comunidade internacional, planejam começar a agir em conjunto em programas destinados a estimular e ordenar o crescimento da produção mundial de alimentos básicos.
No País, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cinco milhões de pequenos e médios produtores rurais respondem por 75% da produção de alimentos consumidos diariamente pela população nacional e têm participação de 38% na composição do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA).
Para demonstrar a importância da agricultura familiar para a alimentação da população brasileira e seu potencial de expansão, visando o atendimento das demandas nacionais e internacionais, entidades de classe e empresas especializadas destacam exemplo de produtores modelos, de diversas regiões do País.
Na Serra Gaúcha, por exemplo, são citados produtores de morango e maçã, pois oferecem frutos de qualidade e os comercializam em grandes redes de supermercados do Rio Grande do Sul, além de grandes centros consumidores, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e capitais do Nordeste.
Já no Vale do Ribeira, no Sul de São Paulo, os destaques são pequenos cultivadores de banana, que produzem o suficiente para o abastecimento de várias regiões do País.
Agricultores com propriedades de apenas cinco hectares ou pouco mais e somente um funcionário, conseguem abastecer diversos atacadistas, que distribuem a fruta para grandes centros consumidores do País.
Casos semelhantes podem ser encontrados em todo o Brasil, especialmente nas regiões com pequenas e médias propriedades rurais e próximas de centros urbanos.
Em comum, independentemente das culturas exploradas pelos agricultores familiares, todos tem tradição na atividade e vocação para a vida no campo, dando continuidade às tarefas de pais e avós.
No interior do Paraná estão muitos outros bons exemplos de produtores familiares, que abastecem a merenda escolar, instituições beneficentes e até restaurantes populares.
Além disso, diversificam a produção, cultivando maçãs, pêssegos uvas e outras frutas, garantem matérias-primas para agroindústrias e atendem feiras-livres de cidades da região, sempre com alimentos de qualidade, sanidade e diversidade.
*O autor é deputado federal pelo Paraná
E-mail: dep.dilceusperafico@camara.leg.br
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