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Democracia, liberdade de manifestação e causas democráticas

| 27/03/2015 - 00:01

Elton Carlos Welter*
As recentes manifestações realizadas tiveram ampla repercussão no Brasil e também no noticiário internacional. Considerando a dimensão continental do país e também sua importância no cenário econômico mundial por ser a sétima economia do planeta, vale a pena fazer algumas reflexões: a quem interessa que a crise política e econômica se aprofunde? Pra quem é brasileiro, independente de suas convicções políticas, e quer o melhor para o pais e sua democracia em construção, acredito que poucos, vejo, alguns setores da oposição, que apostam no tanto pior melhor, e ainda, segmentos ligados ao capital internacional que tem seus interesses na Petrobras, como exemplo.
Observando os dados do instituto Paraná pesquisas que qualificou o perfil dos manifestantes que pediam o impeachment da Presidenta Dilma, com ampla divulgação da mídia, tem dados que nos chamam a atenção: 85,24% dos participantes querem o impeachment; destes apenas 10,43% acreditam que Dilma praticou corrupção;33,81% declararam preferência pelo PSDB, e 77,62% votaram em Aécio, apesar de se declararem apartidários. Os dados científicos ainda revelam que 15,24 querem a volta da ditadura e quando são perguntados sobre intervenção militar provisória o numero passa para 45,71, altíssimo.
Ora, liberdade de manifestação só é possível na democracia, quem participou e permite cartazes, faixas pedindo a volta da ditadura, intervenção militar, no mínimo, não fez a reflexão de que estava fazendo volume para o pensamento antidemocrático, esta dando um tiro no próprio pé. Tentar o impedimento da Presidenta recentemente eleita, é não aceitar o resultado das urnas.
Além do mais, os dados da pesquisa mostram quanto ainda precisamos avançar na democracia. Para que a sociedade avance na democracia são necessárias ações que:
- Fortaleçam os partidos políticos (o atual modelo transformou as legendas em balcão de negócio);
- Legislar urgentemente para diminuir a influencia do poder econômico nas eleições, (o atual modelo, quem financia geralmente amarra e “cobra a fatura” de um jeito ou de outro, com preço alto para a sociedade);
- Democratizar os meios de comunicação, (o modelo atual criou grandes oligopólios nas mãos de 6 famílias);
Democracia pressupõe maior participação da sociedade, respeito às diferenças e pensamento, é o oposto de ditadura ou intervenção militar. Intolerância e ódio é típico de defensores de regimes autoritários.
Espero que as manifestações continuem, mas que passem a defender bandeiras que fortaleçam a nossa jovem democracia.
Viva a Democracia!
* O autor é especialista em filosofia política
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