Política

Joaquim Levy nega crítica e diz que tem “enorme afinidade” com Dilma

| 31/03/2015 - 00:01

Joaquim Levy nega crítica e diz que tem “enorme afinidade” com Dilma

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem (30), em São Paulo, que tem uma “enorme afinidade” com a presidente Dilma Rousseff na visão de longo prazo da economia. “Não há nenhuma desafinação”, enfatizou, ao comentar as declarações em uma palestra na última semana, na escola de negócios da Universidade de Chicago e que foram interpretadas como uma crítica à presidente.
Durante almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para 600 empresários, Levy voltou a negar que tenha criticado Dilma. “A presidenta tem sido absolutamente explícita e genuína sobre seus objetivos”, ressaltou.
Segundo o ministro, na ocasião ele quis dizer que, mesmo com a vontade da presidente, às vezes é difícil colocar em prática algumas medidas. “A gente nem sempre consegue tudo o que a gente deseja em um processo democrático, e isso é bom.”
O ministro acredita que as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo serão aprovadas pelo Congresso. “A gente tem tido sucesso em conversas que, em um primeiro momento, não pareciam que estavam encaminhadas”, informou ao explicar as negociações do governo com os parlamentares para aprovação das propostas.
De acordo com Joaquim Levy, o objetivo do governo é reduzir os próprios gastos ao patamar de 2013. “ A gente não tem discutido quantidade, quantos bilhões vamos cortar. Mas que fique claro que, com relação à programação financeira, aquele gasto que a gente pode controlar, o objetivo é trazer para o nível de 2013. Isto exigirá grande disciplina”, esclareceu.
Para o ministro, isto representa uma redução de aproximadamente 30% dos empenhos feitos pelo Executivo. Apesar de defender a redução de gastos, Levy admitiu que não será um processo simples. “Cortar na carne é importante, mas não é fácil, porque não tem muita carne.”.
Joaquim Levy ressaltou a importância do planejamento dos gastos e desonerações de tributos, de modo que as contas continuem equilibradas. “Não podemos criar novas despesas que venham a exigir novos impostos. Ou sair cortando impostos, sem ter ajustado as despesas” concluiu.
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Política'

Flórida permite que professor porte arma em sala de aula

Mais Destaques
"Já foram 19 milhões que acessaram o site do Jornal Gazeta de Toledo- ISENÇÃO E VERDADE!"
(Eliseu Langner de Lima - diretor)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)