Geral

Levy: quedas do PIB e redução da receita justificam revisão do déficit

| 29/10/2015 - 02:01

Levy: quedas do PIB e redução da receita justificam revisão do déficit

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que as reduções sucessivas do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a queda na arrecadação de impostos, levaram o governo a ter de rever a meta de déficit este ano. O ministro destacou na terça-feira (27) que, por causa da queda da receita, o contingenciamento, estratégia adotada para reduzir os gastos, ficou limitado.
O relator do projeto de lei que altera a meta fiscal deste ano, deputado Hugo Leal (PROS-RJ), disse, mais cedo, que o Orçamento de 2015 deverá ter uma meta de déficit primário de R$ 51,8 bilhões, que corresponde a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o parlamentar, o valor não inclui os atrasos nos repasses a bancos públicos. Inicialmente, a meta para União, estados, municípios e estatais correspondia a R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para este ano. Em julho, por causa da queda na arrecadação federal, a equipe econômica diminuiu a meta para R$ 8,747 bilhões, 0,15% do PIB.
Levy reforçou que, a despeito da nova redução da meta, “o governo cortou na carne”.
“Nós tivemos o maior contingenciamento da história, R$ 80 bilhões, 2% do PIB. Este ano, nas despesas discricionárias – que a gente consegue controlar – estamos gastando 10% a menos do valor nominal do ano passado”, informou ao participar do fórum Summit Brasil, em São Paulo, organizado pela revista britânica The Economist.
Levy avaliou que não foi uma surpresa a Moody’s (agência de classificação de risco) ter antecipado os números de previsão de déficit, pois as informações fornecidas pelo governo permitem essa estimativa. “Nosso grau de transparência, que permite ao mercado fazer avaliações muito precisas. Não há nada escondido na situação fiscal”, declarou.
O ministro voltou a defender o equilíbrio fiscal como meio para retomada do crescimento econômico. Ele comparou o atual período com o ano de 1999, que também enfrentava baixo crescimento do PIB.
“A diferença de hoje, talvez seja que hoje tenhamos uma situação mais confortável. Como hoje temos US$ 270 bilhões, talvez as pessoas não entendam a absoluta urgência de se tomarem medidas fiscais para estabilizar a economia e criar ambiente de confiança que permita voltar ao crescimento”, declarou. Ele citou como uma medida fundamental daquele período a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Geral'

Brasil pode barrar peste suína

Cientistas desenvolvem protocolo para testar resistência de couros de peixes

Embrapa lança plataforma e firma parcerias para impulsionar a agricultura digital

Contribuintes têm até hoje para entregar Imposto de Renda

Peste Suína x demanda por soja: Batalha deve durar anos e impactar preços

Agrotóxicos encurtam vida e mudam comportamento das abelhas

Bolsonaro extingue horário de verão

Educação divulga resultado da consulta sobre material didático

Transformação artesanal de banana é tema de curso na região Oeste do Paraná

Ministro do Meio Ambiente discute cooperação em saneamento rural com a Embrapa

Mais Destaques
"Já foram 19 milhões que acessaram o site do Jornal Gazeta de Toledo- ISENÇÃO E VERDADE!"
(Eliseu Langner de Lima - diretor)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)