Editorial

Biogasoduto, a ferramenta para a suinocultura equilibrada

| 13/12/2015 - 00:01

O projeto de biogás anunciado em Entre Rios do Oeste na tarde de sexta-feira é um verdadeiro bálsamo para a região, uma vez que ele vem dar uma nova perspectiva para a suinocultura num momento em que a atividade precisa de mecanismos para sua viabilização com a devida consideração ambiental. O projeto anunciado em parceria da Copel com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) vai implantar um biogasoduto, resolvendo um gargalo que proposta semelhante existente em Toledo em parceria com a Compagas vem enfrentando. Em Entre Rios a proposta é implantar um biogasoduto de 22 quilômetros, garantindo o tratamento dos dejetos animais e assim transformando um agente poluidor em biogás e biofertilizante (veja matéria a respeito na página 10). Para a região que busca meios de multiplicar o rebanho de suínos para atender investimentos de mais de R$ 3 bilhões no setor nos próximos anos, uma ferramenta como o biogasoduto viabiliza a interligação das propriedades e com isso a escala de produção necessária para tornar a atividade viável comercialmente, com a possibilidade ainda do produtor comercializar estes produtos, gerando uma renda adicional.
O projeto toledano no setor está no Condomínio de Lajeado Grande, que reúne suinocultores daquela região do município no primeiro projeto local, mas também existe o Condomínio de Linha Ajuricaba, em Marechal Rondon, que igualmente pode ser beneficiado pela proposta, que tem a Compagas como parceira. Como o presidente da Compagas, Fernando Ghignone, esteve em Entre Rios ao lado dos deputados estaduais rondonense Élio Lino Rusch e toledano José Carlos Schiavinato é natural que esta nova ferramenta de desenvolvimento – o crescimento com equilíbrio, no caso, ambiental -, ganhe força para viabilizar que nossa região mantenha a pujança de seu agronegócio e também a preservação de recursos e da qualidade de vida que marcou sua trajetória até aqui. O investimento previsto em Entre Rios é de R$ 17 milhões, um valor insignificante diante do volume de investimentos previstos na área frigorífica de suínos, que deve receber mais de R$3 bilhões nos próximos anos apenas em projetos em Toledo e Assis Chateaubriand. É hora portanto de usar o desejo empreendedor juntamente com a capacidade tecnológica e assim obter um desenvolvimento efetivo, com produtos gerados sem um custo ambiental e portanto com melhores perspectivas de mercado internacional e de bons frutos na realidade regional e brasileira.
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