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Sagrada Família de Nazaré, modelo para todas as famílias

| 24/12/2015 - 00:01

Dom João Carlos Seneme, css*
No primeiro domingo depois do Natal, neste dia 27 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Sagrada Família. Os três membros da família de Nazaré, Jesus, Maria e José, possuem um traço comum: a obediência a Deus. José é um homem justo que fez tudo conforme o Senhor lhe falou pelo anjo; Maria, serva fiel, se colocou inteiramente disponível à vontade de Deus; e Jesus, o Filho único de Deus, coloca-se nas mãos de Deus para que se faça a sua vontade.
O Evangelho que nos é proposto faz parte do “Evangelho da infância”. A finalidade do “Evangelho da infância” não é fazer uma reportagem sobre os primeiros anos da vida de Jesus, mas sim fazer catequese sobre Jesus para despertar nos leitores de todos os tempos a fé em Jesus Cristo a fim de segui-lo de perto e se tornar discípulo.
Há entre os judeus uma cerimônia em que os meninos se tornam “filhos da lei”. É a idade da maturidade em que o menino judeu assume as obrigações legais. É o que reflete o texto que lemos em que situa Jesus, aos doze anos, no Templo de Jerusalém sentado entre os mestres da lei ouvindo e fazendo perguntas: “Todos ficavam maravilhados com sua inteligência e respostas”.
Neste dia em que celebramos a Sagrada Família, convém também determo-nos um pouco sobre esta família de Nazaré. É uma família unida e solidária, que não hesita em enfrentar os perigos do deserto e as incomodidades do exílio numa terra estrangeira, quando um dos membros corre riscos. Na família de Nazaré manifesta-se, desta forma, esse amor até ao extremo que supera todos os egoísmos e que se faz dom ao outro. Por outro lado, é uma família que escuta a Palavra de Deus, que está atenta aos sinais de Deus e que procura cumprir à risca os projetos de Deus.
José assume o papel de protetor de sua família e colaborador do projeto salvador de Deus. É o homem permanentemente atento às indicações de Deus, que sabe discernir o que Deus quer, que acata na obediência a vontade de Deus, que tudo arrisca e sacrifica em defesa da vida daquele menino que Deus lhe confiou.
Neste sentido é que a família de Jesus, a Sagrada Família, é apresentada como modelo para todas as famílias porque vivem um relacionamento de amor não fechado em si mesmo, mas voltado para Deus e para os outros.
Rejeitar a família é rejeitar o projeto de Deus que quis nascer numa família. A família é o lugar da estruturação do ser humano. É o lugar do amor dado e recebido entre os seres que decidiram viver juntos e os filhos são o dom da vida.
Este dia 27 de dezembro é o último domingo do ano. É um momento ideal para procurar um lugar silencioso e calmo para rezar, entrar em sintonia com Deus. Vamos fazer uma retrospectiva dos últimos doze meses e descobrir as milhares de razões que temos para louvar a Deus e agradecer-lhe pelos dons que recebemos. Sejamos honestos e humildes. Peçamos perdão pelos erros e pecados, especialmente por todas as coisas boas que não conseguimos fazer. Mas, acima de tudo, vamos relembrar e trazer diante da presença de Jesus os sofrimentos do nosso mundo. Não tenhamos medo de incluir aqueles que estão perto de nós, mas vamos lembrar daqueles que não têm ninguém que se recorde deles em suas orações.
O autor é bispo da Diocese de Toledo
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