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O agronegócio respondeu por 31,1% das exportações

| 18/06/2016 - 00:01

Luiz Dalberto Ferreira *
O agronegócio, apesar de responder por 31,1% das exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2016, mesmo assim algumas áreas conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), neste primeiro trimestre do ano a carne bovina por exemplo foi uma das áreas que foram abatidos 7,29 milhões de cabeças de gado sobre algum tipo de serviço sanitária, e isso representa uma queda de 5,2% em relação ao trimestre anterior e ainda maior em relação ao mesmo trimestre de 2015, apresentando uma redução em números 446,88 mil cabeças de bovinos neste primeiro trimestre em relação ao igual período do ano anterior. Esta queda foi impulsionada por reduções em 21 das 27 unidades da federação, sendo que o Mato Grosso ainda vem liderando amplamente o abate de bovino.
A carne suína um produto que apresenta uma larga produção no município de Toledo, este já abateu neste trimestre 10.06 milhões de cabeças, com uma queda de 1,5% em relação ao trimestre anterior e uma alta de 9,6% em relação ao mesmo trimestre do ano de 2015. Esse abate de 883,55 mil cabeças de suínos a mais no primeiro trimestre de 2016, em relação a igual período do anos anterior, foi impulsionado por aumento em 17 das 25 unidades da federação com unidades de abate.
Os maiores aumentos acorreram nos três estado da região sul: Paraná 237.08 mil cabeças, Rio Grande do Sul 223.35 mil cabeças e Santa Catarina com 158,90 mil cabeças e que os três detiveram 66,3% do abate nacional de suíno no primeiro trimestre. No ranking das unidades da federação Santa Catarina vem liderando o abate de suínos seguidos por Rio Grande do sul e Paraná.
Outro produto onde tem uma produção grande na região que também recuou neste trimestre foi o abate de frangos, que abateu 1,5 bilhão de aves uma queda de 1,8% no trimestre, mas cresceu 7,1% em relação ao mesmo período de 2015, pois foram abatidos 1,48 bilhão de cabeças neste período. Portanto, tivemos um aumento de 98.22 milhões de cabeças de aves abatidas e isso foi impulsionado por aumento em 14 das 25 unidades da federação com unidades de abate enquadradas na metodologia da pesquisa.
Os principais aumentos ocorreram no Paraná, 40.19 milhões de cabeças seguido pelo Rio Grande do Sul com um aumento de 22.06 milhões e Goiás com 13.22 milhões de cabeças. O Paraná continua liderando o ranking de abate entre as unidades da federação. Devemos analisar com muito cuidado esses números, pois eles podem refletir no desenvolvimento de nossa região, que depende muito do agronegócio.
Apesar de termos vendidos boa parte de nossas safras a um preço cotado em dólar muito vantajoso, temos que ficar atentos com a produção de carne, pois com a elevação dos preços da matéria prima utilizada para alimentar nossos animais, ficam algumas interrogações. Será que vamos conseguir cumprir os contratos já feitos para venda de carne, sem transferir essa elevação principalmente no preço do milho? Neste ano não vejo nenhuma possibilidade de sua normalização, pois a safrinha, boa parte já colhida, não refletiu em nada para redução dos preços do milho. O jeito é esperar a safra de verão.
O autor é economista em Toledo (Corecon/PR nº 6.346-0)
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