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Descortinando a política

| 29/06/2016 - 00:01

Henrique Matthiesen*
Em meio ao jogo dissimulado da crise moral, ética e política que passa o Brasil, os verdadeiros desígnios são falseados em cortinas de fumaça para encobrir baixezas de intenções.
Evidentemente que o governo de Dilma Rousseff não correspondia aos projetos vencedores das eleições presidenciais e que seu governo tinha profundas incoerências, assim como inúmeros envolvidos em atos nada republicanos, porém vale ressaltar que não há nada, absolutamente nada, que desonre sua biografia, e que remédio para governo ruim não pode ser ruptura institucional.
Transvestida da mais indecorosa hipocrisia pátria, as baixelas de prata batidas nas varandas gourmets das grandes capitais não indignavam-se por atos de corrupção, espetacularizadas nas narrativas do monopólio midiático, sócio do embuste nacional.
O que se combatia era uma visão social que afrontava as prerrogativas de uma elite retrógrada que desde as Capitanias Hereditárias vivem de privilégios. O ódio que se evidenciou é de fato um sentimento de luta de classes do jogo da imposição social.
“Descortinando” as cortinas, ratifica-se as verdadeiras razões e alvos do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República.
Indubitavelmente um dos desígnios imponderáveis foi a disputa do poder - assim como Joaquim Silvério dos Reis conspirou contra Tiradentes-, o grupo político de notáveis barões da política associado ao PSDB e desprovidos de voto, viram nas fragilidades e contradições de Dilma a oportunidade de tomar o poder.
Incontestadamente, soma-se às estas razões impublicáveis o escopo indigno de se acabar com as investigações da república de Curitiba lideradas pelo juiz Sergio Moro.
As delações premiadas revelam os bastidores do afastamento e a ânsia desatinada de se salvar os que sempre se locupletaram do poder. Até mesmo os sócios majoritários, como o monopólio midiático, não conseguiram impedir a avassaladora constatação destes fatos estarrecedores.
Indiscutivelmente de forma clara, estão as veemências internacionais, em especial a questão do petróleo e de nossas riquezas pátrias. Nada melhor que um ministro como José Serra como agente desnacionalizador e integrista para cumprir o papel de vendilhão e subserviente aos interesses internacionais.
Inquestionavelmente adiciona-se às intenções do sistema financeiro e de nossas elites, o dito “mercado” que assume sua visão ideológica de Estado Mínimo para angariar cada vez mais lucros monetários desprovidos de produtividade, não se sentia confortável com ações e diretrizes do governo Dilma Rousseff. Agente desestabilizador de nossa economia contribuíram com financiamento e ações para a ruptura democrática, assim como parte de nossas elites inconformadas com programas como Minha casa Minha vida, Prouni, Mais Médicos, dentre outros não titubearam em apoiar o Golpe assim como fizeram em 1964 quando derrubaram o governo legítimo de João Goulart.
Essas são algumas razões encobertas e inconfessáveis que cortinas de fumaça escondem de nossa sociedade.
*O autor é bacharel em Direito e reside em Brasília
Henrique Matthiesen
Bacharel em Direito
Brasília-DF
(61) 9362-5494
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