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Frustração: um empecilho para a vida plena e realizada

| 22/07/2016 - 00:01

Hilda Medeiros*
Pesquisas dizem que um profissional passa em média por 23 adversidades por dia: trânsito, economia, subordinados, chefe, colegas de trabalho, família, empresa, etc. O problema não são as adversidades em si, considerando que muitas delas são inevitáveis, mas sim, a falta de preparo individual para lidar com as mesmas.
Desde bem pequenos aprendemos a nos aproximarmos das sensações prazerosas e a nos afastarmos daquelas que nos causam dor. As crianças não toleram que seus desejos sejam frustrados e respondem a isso com irritação e raiva. Muitas vezes se jogam nos chão para demonstrar a medida de sua contrariedade. Ninguém ensina uma criança a fazer birra - ela age assim porque tem poucos recursos de comunicação e essa é uma das maneiras de conseguir o que querem. Testam a tolerância dos pais e se conseguirem o objetivo desejado ao se jogar no chão pela primeira vez, tenderão a repetir o que deu certo. À medida que nos tornamos adultos nos vemos obrigados a encarar a dura verdade, nossos desejos não são realizados na hora que queremos. No entanto, internamente continuamos com o mesmo querer: Quero agora! Quando as coisas não acontecem como gostariam muitas pessoas se sentem imensamente frustradas.
Não é possível eliminarmos as frustrações de nossas vidas pelo simples fato de que vivemos em sociedade. Convivemos com pessoas, queiramos ou não. Elas possuem distintas combinações de comportamentos e esses nem sempre nos agradam. Assim como a natureza não dá à mínima se preferirmos dias ensolarados em oposição às tempestades com suas consequências. Por mais que queiramos, a tentativa de nos afastarmos das sensações desprazerosas são vãs.
A vida muitas vezes se apresenta de forma árdua demais. A dificuldade de lidar com o outro, a falta de tempo, projetos que não evoluem, falta de clareza sobre o que se responsabilizar no trabalho, não ter o comprometimento dos liderados, não ser ouvido pelo chefe, vitimização, culpa, tarefas sem fim - o resultado de tantas faltas é o sentimento de fracasso, frustração.
A questão principal não está em querer evitar o que não pode, e sim, procurar compreender as causas e encontrar meios de lidar com o que é possível. Em primeiro lugar, encontre a origem da frustração: Ela está ligada a sensações internas ou a eventos externos? É algo que pode ser controlado? Se a resposta for sim, como? Existem algumas frustrações crônicas e muito profundas que precisam de ajuda profissional para resolver. Mas a maioria delas pode amenizar consideravelmente se tirarmos o foco do problema e direcioná-lo para as soluções.
Comece abandonando o papel de vítima, responsabilize-se por cada situação sem se culpar. A culpa não serve pra nada, ela não gera aprendizado. Descubra meios de otimizar o tempo - diminua os cafezinhos - e que tal aproveitar para aprender uma nova língua enquanto está parado no trânsito? Se faltar clareza na comunicação, essa é a hora de aprender a ouvir. Saber ouvir é fazer escuta ativa, prestar atenção no que está sendo dito ao invés de ficar procurando a resposta automática para o que vai responder. Trate com carinho a criança interior, mas diga a ela que no mundo adulto é preciso semear e esperar para colher. Escolha controlar o que pode ser controlado. Parece fácil, mas não é simples. E lembre-se: “Não importa o que você pensa que é, você é muito mais do que isso”.
A autora é Coach Generativo e Psicoterapeuta
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