Política

Discurso de Dilma no julgamento do impeachment repercute no Senado

| 29/08/2016 - 00:01

O discurso da presidenta afastada Dilma Rousseff repercutiu entre os senadores. Logo após o término da fala de Dilma, senadores pró e contra o impeachment saíram do plenário e foram conversar com a imprensa.
Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Dilma não convenceu indecisos porque todos os senadores já estão com os votos definidos. Mas para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o discurso de Dilma foi positivo e ficará registrado na história brasileira.
Depois de um intervalo de uma hora para almoço, senadores favoráveis e contrários ao impeachment retomaram a sessão de julgamento do processo contra a Dilma com a manifestação do tucano Aécio Neves (MG), um dos maiores opositores de Dilma e seu adversário derrotado na eleição presidencial de 2014..
Ao questionar e criticar a presidenta afastada, o senador mineiro resgatou falas usadas por Dilma Rousseff desde a disputa eleitoral e criticou o argumento usado pela defesa de que o processo é um golpe por ela ter sido eleita legitimamente em 2014 com 54 milhões de votos.
“Vossa Excelência recorre aos votos que recebeu como justificativa. Não é salvo-conduto. É delegação que pressupõe deveres e direitos. O maior dos deveres de quem recebe votos é o respeito a leis e à Constituição”, provocou o tucano.
Aécio lembrou que, em setembro de 2014, em um debate televisivo, Dilma disse que a inflação estava próximo de zero. “Não foi o que 2015 mostrou”, afirmou.
Em tom duro, o tucano criticou Dilma por “apontar” o PSDB e “esquecer” que são as contas de sua campanha que estão sendo investigadas pela Justiça. Segundo ele, a perda de uma eleição não desonra uma legenda, enquanto causa desonra vencer “as eleições faltando com a verdade”.
Urnas eletrônicas
Em resposta às declarações de Aécio Neves, Dilma lembrou que, após sua reeleição, uma série de medidas para desestabilizá-la foram adotadas. Como exemplo, citou o pedido do PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que houvesse auditoria nas urnas eletrônicas e nas contas da campanha petista.
Questionada sobre a situação da economia do país, com a inflação que ultrapassou os 10%, a presidenta afastada atribuiu a crise à queda no preço das commodities – como petróleo e minério de ferro – que impactaram na queda de arrecadação.
Ela também destacou o cenário internacional afetado, pouco depois de sua reeleição, pela decisão norte-americana de abandonar a politica de expansão fiscal, levando à elevação dos juros americanos e do valor das moedas. “Não foi só o real. Todas as moedas foram atingidas”, afirmou.
Além de Aécio, outros 38 senadores se inscreveram para fazer perguntas.
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