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Coamo tem faturamento acima R$ 11,4 bilhões em 2016

| 31/01/2017 - 00:01

Coamo tem faturamento acima R$ 11,4 bilhões em 2016

Renatha Giordani
A primeira reunião de campo da Cooperativa Agroindustrial Coamo de 2017, aconteceu nessa segunda-feira, 30, no auditório da Fasul. Além da diretoria, cooperados de Toledo, São Pedro, Ouro Verde, Dez de Maio e Dois Irmãos participaram do evento. O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini comenta que em 2016 foi alcançado um novo recorde e o faturamento foi de aproximadamente R$ 11,4 bilhões, superando 2015, que fechou em R$ 10,6 bilhões.
“O cooperado fica muito feliz com isso, porque além dos bons preços em 2016, houve um retorno superior ao do ano anterior. Para nós é importante esse retorno, desde a fundação da Coamo ficamos satisfeitos também de ter uma cooperativa bem capitalizada que possa dar um atendimento grande aos cooperados, tanto a Coamo, quanto a CrediCoamo, que é a cooperativa de crédito dos cooperados da cooperativa, que também teve um bom resultado e está dando retorno de sobras, e isso é muito bom para nós”, diz.
Fazendo um balanço do agronegócio regional, Gallassini destacou a soja, que teve queda este ano, por causa da desvalorização do dólar, a grande safra dos Estados Unidos e a previsão de grande safra no Oeste do Paraná. Como o consumo mundial de soja é alto, não são esperadas altas de preços, entretanto é estimada que a variação da saca de soja seja maior que a do ano anterior. A segunda safra do milho inicia agora e com grande importância para o mercado interno. “Hoje o Brasil não sobreviveria com milho da primeira safra, recebemos 2,6 milhões de sacas de milho e outros 28 milhões vem da safrinha, então tem que plantar bastante milho safrinha, é para nosso consumo, passamos de 53 milhões para 56 milhões de toneladas, esperamos que o pessoal plante e tenha sucesso”.
Aroldo Gallassini explica que a maior preocupação é com a lavoura de inverno, por ser de risco, em 2016 foram perdidas sacas de milho pela seca, excesso de chuvas e geadas.
A área plantada não aumentou, porém houve grandes avanços na produtividade em 2016, os agricultores investiram em outras variedades, tecnologias e adubações. “Esse ano tivemos uma safra muito grande, foram 104 milhões de toneladas, é a maior safra que nós já tivemos, vamos aguardar para ver o que acontece. Ano passado estava bom, mas tivemos uma grande perda por chuva na colheita, esperamos que isso não aconteça este ano, aqui no Oeste e Sul do país. No geral não teve problemas, mas do Centro Oeste até Mato Grosso do Sul tivemos uma perda grande ano passado”. Ele também destaca que a soja prolongou o ciclo por 15 a 20 dias. A demora acontece porque a safra este ano é muito grande. “Mesmo com preço baixo, a soja dá uma boa rentabilidade, se considerar o custo produção, agora não dá pra considerar o juros da terra, os investimentos”.
Expectativas para 2017 são positivas
As expectativas para 2017 são positivas, mesmo com os juros altos, de 9,5% e o subsídio da Selic que chega a 13%, o que vem para a agricultura como um fomento das atividades. A Coamo em 2016, efetuou investimentos que chegaram a R$ 1 bilhão na construção de três novos entrepostos, sendo que dois estão alocados no Mato Grosso do Sul e um no Município de Engenheiro Beltrão (PR). “Além disso, fizemos a remodelação de todas as unidades da Coamo, com melhoria para o fluxo de recebimento, foram aprovadas duas indústrias uma de esmagamento de soja, três mil toneladas por dia, e uma de refino de óleo, em dourados Mato Grosso do Sul”.
Para Gallassini, a escolha de Mato Grosso do Sul é estratégica, em função do grande volume de soja que é produzido. Foram realizados estudos que comprovaram pontos como infraestrutura e viabilidade econômica. “Aqui no Paraná temos duas grandes indústrias uma em Campo Mourão e outra em Paranaguá, que mais ou menos satisfaz a necessidade o que não quer dizer que não vamos fazer implantações em outras regiões”, afirma José Aroldo Gallassini.

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