Editorial

Era do ‘outro’ e é bom tem que continuar

| 14/02/2017 - 00:01

É sempre aquela velha história. Muda prefeito, governador ou presidente da República, e muitas coisas boas que eram feitas pelos antigos administradores são deixadas de lado. Por consequência a população fica a deriva, sem saber ao certo quais programas e projetos terão continuidade. Políticas públicas que deram certas são abandonadas porque foram desenvolvidas pelos que passaram. Mas, a sociedade que recebe ou é atendida por essas ações não pertence a’ esse’ ou ‘aquele’ partido político, nem é ‘desse’ ou ‘daquele’ grupo. Esse é o tipo de atitude que precisa mudar nas novas administrações.
Em Toledo já vimos isso acontecer inúmeras vezes. Não é um fato novo. Entra ‘fulano’ e sai ‘beltrano’ e a prática se repete. Quem perde com isso é sempre a população. Isso precisa mudar. Não podemos ficar reféns dos interesses maiores de um determinado grupo que quer lograr êxito desconsiderado muito trabalho que já foi feito e aprovado pelo povo.
O governo municipal, que ainda está no seu segundo mês de mandato, precisa olhar com olhos de imparcialidade o que já foi feito. Pouco importa quem fez. Se o programa ou projeto foi elaborado, bem executado e deu resultados satisfatórios precisa continuar. É nisso que a sociedade aposta seu voto, mesmo quando troca ‘esse’ por ‘aquele’. O que é bom que precisa ter sequencia e, se possível, com melhoras na qualidade do serviço prestado ou obra iniciada.
Um exemplo disso foi relatado por uma leitora da Gazeta de Toledo. Segundo relato, na segunda-feira (13) pela manhã, ela e outras pessoas, se deparou com uma cena intrigante no centro de Toledo. Uma ‘pá carregadeira’ extraia uma lixeira de concreto, colocadas pela gestão anterior. “Uma lixeira extremamente conservada, sendo trocada, por outro sistema de coleta”, descreveu a leitora. E completou: “o descarte do investimento anterior é fruto dos impostos/tributos sendo jogado fora acredito eu”, completou.
Ainda segundo a leitora, mais intrigante foi a fala do condutor do trator ao se referir a lixeira retirada. “Não se preocupe se quebrar, vai ser jogado fora”. Por fim ela comenta: “Não chegamos a nenhuma conclusão, porém acredito que devemos ter uma preocupação a mais com os investimentos públicos e as prioridades que nossa cidade precisa. Até mesmo com o lixo”.
De fato, as conclusões ao ver esse tipo de situação se embaralham em nossa cabeça. E, assim como é citado este relato sobre a troca de uma ‘simples’ lixeira em plenas condições de uso, muitos outros programas e ações em outras áreas, como, saúde, esporte, lazer, assistência social, segurança e tantas outras secretarias, passam a ser descartadas, infelizmente. A esperança é que seja apenas um período de avaliações para saber o que continua e o que não continua. E que essas ‘avaliações’ tomem sempre como princípio de juízo o princípio do bem comum e do não desperdício dos recursos públicos. É o que todos querem.
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Meu ponto de vista sobre o aumento do IPTU em Toledo.

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