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Alvos da 38ª fase da Lava Jato são presos em Miami, diz delegado

| 25/02/2017 - 00:01

Alvos da 38ª fase da Lava Jato são presos em Miami, diz delegado

Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz, alvos da 38ª fase da Operação Lava Jato, foram presos nessa sexta-feira, 24, em Miami, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo delegado federal Maurício Moscardi.
A prisão foi possível, de acordo com o delegado, graças à cooperação internacional da polícia de imigração americana (Immigration and Customs Enforcement – ICE) com a Polícia Federal (PF) brasileira.
Segundo a PF, as primeiras informações apontam que os dois haviam omitido informações às autoridades americanas e também estariam irregulares no país.
A defesa dos investigados informou nesta tarde à Justiça Federal brasileira que Jorge e Bruno Luz devem chegar ao Brasil às 8h de sábado (25), no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.
Os dois tiveram a prisão preventiva decretada em meio a mais recente etapa da Lava Jato, deflagrada na quinta-feira (23). A força-tarefa da Lava Jato apura o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante 10 anos. Segundo as investigações, entre os beneficiários, há senadores e outros políticos, além de diretores e gerentes da Petrobras.
As suspeitas
A suspeita é a de que Jorge e Bruno tenham atuado em pelo menos cinco episódios. Conforme o Ministério Público Federal (MPF), os dois faziam o meio-de-campo entre quem queria pagar e quem queria receber propina envolvendo contratos com a Petrobras. Para tanto, utilizavam contas no exterior, como na Suíça e nas Bahamas.
Ainda de acordo com o MPF, os operadores atuavam, principalmente, na Área Internacional da Petrobras, que tem indicação política do PMDB. No entanto, em um dado momento, ambos passaram a solicitar propina para o PMDB também em outras diretoria da Petrobras.
Em nota, o PMDB informou que os operadores “não têm relação com o partido e nunca foram autorizados a falar em nome do PMDB”.
Os mandados protocolados pela força-tarefa tiveram como base principal os depoimentos de colaborações premiadas reforçados pela apresentação de informações documentais, além de provas levantadas por intermédio de cooperação jurídica internacional.
A operação foi batizada de Blackout e, além dos dois mandados de prisão, teve 16 mandados de busca e apreensão expedidos.
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