Editorial

Saúde descentralizada exige planejamento e prioridades

| 29/12/2013 - 00:00

Os anúncios da obtenção de recursos para a implantação de novos postos de saúde – as chamadas Unidades Básicas de Saúde - nos bairros Panorama e Coopagro apontam no sentido da retomada dos investimentos nestas estruturas, que são fundamentais para levar o atendimento mais próximo da população. Ao longo dos anos os últimos grandes investimentos no setor foram voltados à centralização, sendo direcionados basicamente à ampliação da estrutura e mesmo da busca de uma vocação ou perfil para o Mini Hospital. Neste sentido ele recebeu recursos sem um planejamento e teve experimentos como o da proposta de implantação da Maternidade Municipal e outras que tiveram um custo para os cofres públicos mas com respostas no mínimo discutíveis. Isto ocorreu dentro de um contexto onde o Mini Hospital foi sempre sendo apontado como a solução para o setor. Na verdade hoje percebe-se que, apesar da numerosa população da Grande Pioneiro, outros bairros e regiões da cidade também cresceram ao longo dos anos, exigindo também atenção e investimentos, os quais porém não vieram e agora enfim começam a ser vislumbrados.
Ao se aproximar dos 130 mil habitantes fica claro que Toledo experimentou grande crescimento populacional em vários bairros e regiões distantes do Mini Hospital e esta estrutura não pode mais continuar sendo a única voltada a urgências, até porque ela é também a ferramenta disponível para a atenção básica de toda a sua região e esse papel acaba sendo sacrificado em benefício do atendimento de urgência de toda a cidade. O Jardim Coopagro chegou a ter esboçado um projeto de regionalização do atendimento de urgência da saúde em Toledo, o qual no entanto ficou restrito à troca de curativos. A proposta original porém tinha uma boa base, pois visava descentralizar o atendimento, contemplando a parte norte da cidade e assim retirando parte da demanda que sobrecarregava o Mini Hospital. Infelizmente ela não se concretizou e hoje a reavaliação da saúde passa por outras demandas e projetos, entre as quais a UPA-Unidade de Pronto Atendimento e o próprio Hospital Regional,mas independentemente do projeto global, está claro que o crescimento da cidade exige investimentos em estruturas. A lógica aponta que os bairros de maior expansão populacional devem ter prioridade e espera-se que neste sentido as avaliações de órgãos como o Conselho Municipal de Saúde e a própria Câmara Municipal contribuam para embasar devidamente na realidade toledana estes investimentos. Desta forma os recursos públicos a serem investidos nos novos postos terão melhores resultados, a população será respeitada em suas necessidades e o próprio setor de saúde expandirá sua atuação de forma organizada e de acordo com um planejamento que é fundamental e também uma demonstração de respeito ao contribuinte e aos recursos públicos que ele proporcionou e que serão aplicados nas prioridades escolhidas.
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