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Tirar médicos do interior fará mal à saúde?

| 29/06/2017 - 22:00

Em artigo que publicamos no dia 21 de março e que republicaremos hoje, sobre a retirada dos médicos do interior de Toledo, tem tudo a ver com a confirmação pela Secretaria de Saúde de Toledo da primeira morte por gripe H–N3 em 2017. Vítima é um homem de 46 anos que morreu no dia 11; ele havia sido internado no dia 9 de junho com problemas respiratórios. Esse cidadão residia no distrito de Bom Princípio, justamente onde esse jornal ouviu os moradores e em artigo, expressou suas preocupações. Leia.

Creio que muitos cidadãos Toledanos, principalmente os que residem no interior, estão revoltados com a decisão da atual administração, de tirar dos distritos vários profissionais da saúde. Essa promessa política em reabrir o mini hospital em 100 dias, não deixa de ser uma boa idéia, mas, de nada adianta fazer um curativo, onde precisa de uma cirurgia. Hoje, os moradores do interior se deslocam de suas residências de maneira rápida sem que isso afete seus afazeres do dia-a-dia, pois o médico está perto e conhece cada um pelo seu nome. Agora, na nova proposta do prefeito Lucio de Marchi, terão que se deslocar até o Mini Hospital ou em qualquer outra UBS mais próxima e isso demanda de maior tempo, e um gasto maior. Ontem, por ocasião da 21ª Festa do Milho, no distrito de Bom Principio, ouvi de uma família que estava ao lado do estande Gazeta de Toledo, tão logo o prefeito se pronunciou, dizendo que irá disponibilizar ônibus para levar as pessoas até o mini hospital, “Isso é um retrocesso a tudo que com muito suor o povo do interior conquistou, quando tínhamos posto de saúde praticamente falidos, agora que temos o que uma UBS de qualidade, quer nos tirar. Além do tempo maior de deslocamento, ainda teremos que enfrentar filas intermináveis, que é claro, pelo volume de pessoas esperadas vai ser de no mínimo um dia. Isso sem dúvidas é um atraso em nossa lida diária” afirmou uma das senhoras que aparentava seus 50 anos. Essa promessa de campanha, que está lavrado no plano de governo com os números 7º a 10º já começou a mudar as opiniões dos residentes no interior. Sim, a prioridade é a saúde, mas começaram a causar males no interior, nos agricultores. Essa grande “revolução” prometida na durante a campanha política em reduzir as filas nas especialidades e trazer de volta a saúde de Toledo está sobre jugo público a priori, pois, ao que parece só a cidade está precisando de melhorias na saúde e alguns bairros a começar onde mora no nobre alcaide. Vamos aguardar para ver sê nossa saúde pública vai melhorar ou ficar no soro, ou será que o povo do interior assim como os demais bairros vai ter que pagar a conta de uma promessa de campanha? Seria bem justo com todos, se fosse pensada de maneira equilibrada quando se respeita o que está funcionando, mas, ao que parece, a preferência é pelo afago no ego de quem hoje administra e não no que o povo quer e necessita.
Que realmente essas mudanças prometidas não venham fazer mal a saúde de Toledo.
Eliseu Langner de Lima
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