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Município desmerece a classe de “engenheiros e arquitetos”

| 24/07/2017 - 18:00

Município desmerece a classe de “engenheiros e arquitetos”

Como já publicado em outras edições, os profissionais estão já há mais de 7 anos negociando com a administração uma melhor valorização profissional, pois o salário dos mesmos está com uma defasagem de 353% em referência ao piso da categoria, sendo Toledo o município da região oeste do Paraná com a mais baixa remuneração. Um comparativo feito com os profissionais engenheiros que atuam na EMDUR a remuneração é 101% maior do que os da prefeitura e com a mesma responsabilidade e execução das atividades. Os profissionais já tiveram inúmeras reuniões com os gestores ou mesmo via sindicatos da categoria, porém nada se concretizou até o momento.
Dentre tantas na última reunião realizada com o prefeito no dia 30 de maio, o Sr. Lucio de Marchi se comprometeu com a categoria que iria constituir uma comissão e que a portaria desta comissão iria ser publicada já na próxima semana após a reunião, para estudar o caso e analisar as propostas encaminhadas pela categoria sobre esse reconhecimento e melhoria salarial e se caso não fosse possível, em virtude do limite prudencial que é ciência de todos, mas que, caso não pudesse atender aumento dos salários, a segunda proposta que é a redução da carga de 40 para 20 horas semanais seria atendida de imediato.
Uma maneira de amenizar a situação e chegar mais próximo da equiparação, com o valor da hora trabalhada, entre os profissionais da EMDUR e da prefeitura, a promessa era que após 90 dias iriam se reunir novamente com os profissionais para discutir o relatório da comissão com a categoria o que não ocorreu. Já se passaram 60 dias da reunião e da promessa e até agora a categoria esta sem publicação de portaria prometida, sem respostas aos documentos protocolizados pelo SERTOLEDO que pediu providências à administração em virtude dos comprometimentos com a categoria.
O prazo pedido pelo prefeito ainda não inspirou, mas, diante de tanta ignorância às reivindicações da classe, foi protocolizada mais uma solicitação de reunião, para o próximo dia 30 de agosto, no mesmo dia que vence o prazo estipulado. Porém um fato novo surgiu nesta segunda-feira dia 24 de julho, quando os profissionais foram pegos de surpresa com o envio do projeto de lei nº 87/2017 para a câmara de vereadores, em regime de urgência, onde visa à redução da carga horária de engenheiros e arquitetos para 30 horas semanais, mas, o mais engraçado é se que destina somente para engenheiros e arquitetos que atuam em unidades de saúde, onde o município possui somente uma única profissional que seria beneficiada com o projeto de lei.
E agora todos se perguntam e o princípio da isonomia entre os cargos, previsto na Constituição Brasileira, não se aplica mais em Toledo? Esse descaso da administração com a categoria só desmotiva a classe que já trabalha no seu limite e com essas atitudes do atual gestor só reforça que a classe não tem “reconhecimento do passo público” desvalorizando-os e forçando a classe a não permanecer no cargo, perfazendo assim uma alta rotatividade que acabará sempre refletindo na qualidade das obras públicas, e quem acaba mais prejudico como sempre é a população.
Eliseu Langner de Lima
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