Regional

Paraná passa o Rio Grande do Sul em número de habitantes

| 09/08/2017 - 21:50

Paraná passa o Rio Grande do Sul em número de habitantes

A população do Paraná vai ultrapassar, pela primeira vez, a do Rio Grande do Sul. Hoje, quinta-feira (10), os dois Estados terão, por volta das 6 horas, uma população igual - de 11.331.597 pessoas – e, minutos depois, o número de paranaenses vai passar o dos gaúchos. O cálculo foi feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), com base nas projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A ultrapassagem se explica porque a população do Paraná cresce mais que o dobro que a do Rio Grande do Sul, de acordo com o IBGE. A cada dia, a população do Paraná aumenta em mais 205,23 pessoas, enquanto o Rio Grande do Sul ganha 90,57 pessoas.
O Paraná aumenta uma pessoa na sua população a cada 7 minutos e dois segundos. O Rio Grande do Sul, leva mais que o dobro de tempo. A população gaúcha ganha uma pessoa a cada 15 minutos e 55 segundos.
“O Rio Grande do Sul se encontra em um estágio demográfico mais consolidado, com menor taxa de fecundidade, maior expectativa de vida e um saldo migratório negativo, com mais pessoas deixando o Estado do que indo morar nele”, analisa Julio Suzuki Júnior, diretor do Ipardes. “O Paraná, embora esteja seguindo essa trajetória, ainda ganha população em um ritmo mais acelerado”, completa Daniel Nojima, diretor de pesquisas do Ipardes.
Projeção 2040 - O Paraná deve atingir 12,208 milhões de habitantes até 2040. As projeções do Ipardes apontam para o aumento da população idosa e diminuição de jovens. A população de zero a 14 anos deve passar de 20,8% em 2017 para 14,6% do total do Estado. A população idosa, por sua vez (65 anos e mais) passa de 9,2% para 19,9% no período.
Essa tendência, explica o diretor de pesquisas do Ipardes, é verificada em todo Brasil e está associada ao declínio da natalidade e à ampliação da expectativa de vida. Do ponto de vista prático, a compreensão dessa mudança de patamar ajuda, de acordo com Suzuki Júnior, no planejamento de políticas públicas.
Esse novo desenho contemplará, por exemplo, uma demanda maior por serviços de saúde e uma oportunidade para melhorias na educação. “Com o nascimento de menos crianças e por consequência menos alunos em sala de aula, é possível, por exemplo, se adotar um regime de educação integral nas escolas”, exemplifica.
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