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O exemplo e o maior ato da existência humana

| 28/08/2017 - 21:00

Discutido há séculos, o entendimento da existência humana não tem conclusão e conformidade sobre sua concepção originária; são inúmeras teorias. Uns acreditam no criacionismo, que tem sua tese baseada na religião; outros buscam na ciência, que se ampara na evolução da espécie, para fundamentar sua tese.
Todavia, uma questão é unânime. O poder que o exemplo tem para influenciar a existência, sua derivação é do verbo latino eximere que, quer dizer tirar, que tem em seus sinônimos extrair, arrebatar, puxar. Correlata com o princípio da autoridade exerce não na imposição, mas na conquista.
O exemplo desempenha o singular papel do poder que permite a evolução humana e o desenvolvimento civilizatório.
Essencial para sua concretude se funda na verdade e em seus mais diversos aspectos, e o exemplo hipócrita, mentiroso, impostor perde sua serventia. Afinal, a verdade em suas concepções gregas, latinas ou hebraicas, em suas significações, não permite o embuste.
Na cultura grega a verdade, aletheia, se estabelece no significado naquilo que não está oculto, o não camuflado, que se manifesta aos olhos e ao espírito, tal como é.
Já no latim, a verdade, varitas, é aquilo que pode ser confirmado com perfeição, referindo-se à austeridade da literalidade. Está constituída da veracidade, dos detalhes, da exatidão.
No hebraico, a verdade, emunah, constitui fé, e a expectativa de que aquilo que é, será desvendado, irá aparecer por uma intervenção divina.
O frade dominicano, Tomás de Aquino, cuja contribuição à filosofia e à teologia é fecunda, ponderou: “a verdade como expressão da realidade, a concepção em voga entre nós no senso comum até hoje.”
Como maior ato da existência humana, o exemplo é fundamental para sua evolução, seja no mundo familiar, corporativo ou nas relações que fazemos ao longo da vida, enfim, em todos nossos atos. Afinal, as palavras podem convencer, mas os exemplos arrastam, transformam, comovem, transbordam.
Hipocrisia intrínseca os que apenas elucubram o exemplo em rasas palavras, os que não vivem o que pregam, os que coexistem no mantra do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” .
São esses, miseráveis em suas existências, afinal são péssimos exemplos da regressão evolutiva.
Henrique Matthiesen
Bacharel em Direito
Jornalista
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