Cultura

Comitiva Marca de Casco e um breve relato do tropeirismo

| 01/12/2017 - 20:50

Comitiva Marca de Casco e um breve relato do tropeirismo

Todos conhecem a história e a importância do tropeiro no Brasil. Muitas são os causos de luta e de glória durante as longas viagens através de matas selvagens e montanhas levando as tropas de diversas regiões do país para os centros comerciais. Com burros e mulas o tropeiro literalmente “cortou” as várias regiões levando tropas de bovinos e muares retornando com vários produtos industrializados oriundos de partes diferentes do Brasil e até mesmo de outros países, como alimentos, condimentos, especiarias e tecnologia representada através de materiais e invenções que literalmente alavancaram o avanço e a mudança de rotina desta época.
Com o objetivo de conhecer e resgatar a rotina e as histórias dos tropeiros no Brasil a Comitiva Marca de Casco da Cidade de Toledo-PR viaja nestes dias, de 10 a 17 de outubro de 2017, em algumas rotas mais antigas dos tropeiros nos estados de São Paulo e Minas Gerais. A cavalgada ou “tropeada” iniciou no município de Bragança Paulista-SP e se dirige a Lorena-SP com passagem muito importante para os devotos no Santuário Nacional de Aparecida, lugar especialmente adorado por todos os integrantes da comitiva como forma de fé e força para levar adiante este projeto.
Segundo o capataz da comitiva que é o responsável pela tropeada Ademir Garbozza “a oportunidade de cavalgar com peões tropeiros com grande experiência é de grande valia para conhecer e valorizar as tradições dos tropeiros no Brasil”. Para o patrão da comitiva Nei Kliemann “todo ano a comitiva organiza uma viagem com a intenção conhecer algum lugar especial que é referência dos tropeiros no Brasil. Neste ano pudemos conhecer o Tropeiro Gigio, experiente criador de muares, além de adestrador de mulas marchadeiras.
Os caminhos percorridos pela comitiva a cada passo de mula revelam lugares fantásticos. Desde o início da tropeada pudemos conhecer caminhos por entre as serras e montanhas com belíssimas paisagens. Um fato curioso é que nesta região entre Extrema-MG e Camanducaia-MG existe grande preservação de araucárias. Na Fazenda Esperança onde estamos hospedados há mais de 40 mil pés de araucária preservados. Para o proprietário Artur “é de suma importancia poder preservar tanto a tradição do tropeiro quanto a natureza porque é em sintonia de ambos que se podem desenvolver as rotinas da fazenda mantendo e vivendo a tradição iniciada a mais de 200 anos iniciada com seu tataravô”.
Finalmente, todos ficamos maravilhados com a região da serra da Mantiqueira. A oportunidade de estarmos cavalgando aqui com grandes amigos e parceiros se converteu em energia para que a tropeada de sete dias ocorresse com tranquilidade. Cabe destacar que a alegria de Geraldo, o mais experiente da comitiva com seus 84 janeiros, é motivo de alegria. Aprender com ele é a garantia de que tradição do tropeiro será levada adiante. Para quem tiver maior interesse poderá ver mais imagens e vídeos desta saga através da funpage da Comitiva da Marca de Casco no facebook. Um abraço.
Alexandre Kloch Ernzer, o popular Bracinho – Correspondente da Comitiva
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