Cultura

Ele nos ensinou sobre cultura e filosofia

| 03/01/2018 - 20:15

Ele nos ensinou sobre cultura e filosofia

Hoje se completam 58 anos que o filósofo francês e Prêmio Nobel de Literatura Albert Camus nos deixou. Entretanto, antes de partir, em 04 de janeiro de 1960, o pensador produziu intensa obra filosófica e literária, da qual extraímos alguns ensinamentos.
Além de filósofo, Camus foi escritor, romancista, ensaísta e dramaturgo. Em 1957 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura por sua “por sua importante produção literária, que, com seriedade lúcida ilumina os problemas da consciência humana em nossos tempos”. Complicações em sua saúde, afetada pela tuberculose, viria a afastá-lo da possibilidade de lecionar e de praticar seu esporte preferido, o futebol. Apesar de não poder mais jogar, Camus manteve-se fã do esporte que praticara na juventude (ele era o goleiro da seleção universitária e, conta-se, que era muito bom). Quando visitou o Brasil, em 1949, uma das primeiras coisas que o filósofo fez ao desembarcar em solo brasileiro, foi pedir para assistir a uma partida de futebol (apesar de ser um pedido incomum para um palestrante, ele teria ficado impressionado com a paixão do brasileiro pelo futebol).
Acompanhado pelo escritor Oswald de Andrade e pelo adido francês Paul Silvestre, o filósofo esteve em Iguape, no sul de São Paulo, onde conheceu a festa em louvor ao Senhor Bom Jesus do Iguape, da qual extraiu elementos para o conto “A Pedra que brota”, publicado no seu livro “O Exílio e o Reino”.
Além de tradições religiosas do interior do país, o ilustre visitante pôde conhecer outros aspectos de nossa cultura, que mais tarde subsidiaria mais um livro, o “Diário de Viagem”, obra em que descreve a impressão que teve da mistura dos povos, que originou o país, e o samba, que lhe fora apresentado pelo cantor Dorival Caymmi.
Em nossa página da Cultura, aproveitamos o ensejo da passagem de Albert Camus, que faleceu em um desastre automobilístico, para registrar um de seus ensinamentos acerca de nosso tema principal.
“Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.”
Fernando Baldi Braga
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