Cultura

Produção de conhecimento é atrativo em Museus

Fernando Baldi Braga | 05/01/2018 - 10:00

Produção de conhecimento é atrativo em Museus

No decorrer das mais de 24 horas em que foi realizada a 7ª Virada Cultural de Toledo, em dezembro passado, nossa reportagem acompanhou as ações desenvolvidas durante o evento no Museu Histórico Willy Barth, que foi um dos locais que promoveu atrações entre os dias 16 e 17. Na ocasião, presenciamos o público que, ao visitar o local, encontrou duas exposições permanentes: uma histórica, que resgata a memória do município e retrata o período da colonização da região, e outra artística, que revela o talento de um artista local para produzir esculturas em madeiras. Um dos responsáveis pelos trabalhos do equipamento cultural, o professor Anésio José Vitto, recebeu a Gazeta de Toledo e nos acompanhou pelos espaços organizados nas dependências do Museu.
Lá, encontramos “Toledo: Terra da Promissão”, exposição organizada no piso superior, em espaço dedicado à mostra. Anésio nos explicou que “o trabalho foi concebido como proposta para que o visitante se projetasse ao passado e imaginasse como era o modo de vida nas terras que começaram a ser ocupadas há pouco mais de seis décadas”. No ambiente foram recriados cenários da época em que aqui havia apenas o embrião de uma cidade que cresceria, se desenvolveria e se tornaria uma das cidades mais promissoras do país, conforme o título da exposição.
Já no térreo do prédio, o artista plástico Elvis Ribeiro, morador de Toledo expôs na área do Museu destinada às obras de arte, suas peças esculpidas com uma técnica bem peculiar que desenvolveu. A exposição, intitulada “Pintura Bauer e Esculturas”, foi formada por obras de diversos tamanhos, incluindo uma bicicleta esculpida na escala equivalente ao veículo em tamanho real. Seu trabalho consiste em recolher e reaproveitar materiais encontrados na natureza, sem a necessidade da derrubada.
Estamos divulgando agora as ações da ocasião, denominada “Domingando no Museu”, porque na oportunidade verificamos que entre o público que passou pelo espaço estiveram alguns acadêmicos, que se valeram a Virada para aprofundar seus estudos e realizar pesquisas científicas no acervo histórico que encontra-se sob a guarda do poder público. Estudantes, professores e pesquisadores de Toledo, de Cascavel e de Marechal Cândido Rondon passaram pelo Museu Willy Barth naquele domingo, demonstrando que o espaço, além de ser convidativo para a população em geral, também oferece importantes atrativos para o desenvolvimento científico da região Oeste e de todo o Paraná.
Aproveitamos o ensejo para lembrar que os museus são territórios de produção do conhecimento, tanto que em sua origem a palavra, que vem do grego Museum, significa “Casa das Musas”, ou seja, é a Casa das Musas das Letras, das Artes e da Ciência.
Ao enxergarmos a preservação da memória e o fomento ao conhecimento, como propósitos dos museus, podemos compreender o porquê de acadêmicos e pesquisadores recorrerem a eles, não só em Toledo, mas em qualquer localidade que contemple alguma “Casa das Musas”. De encontro a esse entendimento, recentemente o Museu Paranaense, um dos maiores equipamentos culturais do gênero no país, lançou cinco livros das coleções Teses do Museu Paranaense e Histórias do Paraná, que vieram se somar a outros cinco títulos publicados anteriormente na coleção que visa expandir as pesquisas e tornar o conhecimento acessível a todos.
As obras contidas nessa coleção são organizadas pela UFPR – Universidade Federal do Paraná – em conjunto com o Museu Paranaense e os dez títulos estão disponibilizados para download no endereço www.museuparanaense.pr.gov.br.
Os títulos que podem ser baixados são:
“Vulnerabilidade, resiliência e cultura: comunidades quilombolas no Paraná e o Varzeão”, de Jurandir Souza.
“O Macabeu: imigração e identidade judaica no Paraná”, de Michel Ehrlich.
“Entre sapatos e livros: a trajetória de um sapateiro na militância comunista em Paranaguá/PR - 1935 a 1964”, Thiago Possiede.
“Política entre razão e sentimentos: a militância dos comunistas no Paraná 1945-1947”, de Cláudia Monteiro.
“Imaginário da formação do IV Reich: América Latina após a 2ª Guerra Mundial”, de Marcos Meinerz.
“Cultura e Educação no Paraná”, de Etelvina Maria de Castro Trindade e Maria Luiza Andreazza.
“Paraná: Ocupação do território, população e migrações”, de Sérgio Odilon Nadalin.
“Paraná: Política e governo”, de Marion Brepohl de Magalhães.
“Urbanização e industrialização no Paraná”, de Dennison de Oliveira.
“Vida material vida econômica”, de Carlos Roberto Antunes dos Santos.

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