Opinião

O PT encontra a história

| 30/01/2018 - 21:00

As circunstâncias do atual momento que passa o Brasil mergulhado em meio a um governo ilegítimo, com um judiciário midiático e militante ideológico, que perde a cada dia sua credibilidade, enquanto instituição garantidora dos direitos elementares do cidadão, obrigou o PT a um encontro com a história do Brasil. Diferente do que conjeturava que a luta de classes começara na década de 1980 com as greves do ABC e com o surgimento do Partido dos Trabalhadores.
Hoje o resgate de figuras como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola são fundamentais, para auxiliar o PT em sua narrativa de defesa, do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Nunca a frase de Karl Marx foi tão atual no Brasil. Ponderava o economista e filósofo alemão: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.”
A tragédia histórica do suicídio de Vargas jamais foi compreendida por setores que proclamavam serem os fundadores do sindicalismo e da luta pela emancipação dos trabalhadores pátrios. Olvidam-se de que foi Getúlio Dornelles Vargas quem criou o Ministério do Trabalho, consolidou a CLT e fundou o sindicalismo no Brasil.
Esquecem-se de que Getúlio foi vítima das maiores perseguições e vitupérios das elites dominantes. Denunciou-o em sua carta testamento: “Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.”
Deslembraram, durante décadas, da herculana Campanha da Legalidade comandada dos porões do Palácio Piratini - chefiado na ocasião por Leonel de Moura Brizola -, que conseguiu impedir um golpe contra a posse do presidente constitucional João Goulart.
Irônico ver figuras do PT tentando reeditar a Rede da Legalidade usando inclusive, a figura do Brizola, a qual o PT fez severa oposição quando ele governava o estado do Rio de Janeiro.
A história ensina também que outra figura do trabalhismo sofrera o furor das classes dominantes. Jango deposto por um golpe de Estado tentou as Reformas de Base, as quais o PT sempre ignorou.
Lula, porém, merece a solidariedade dos trabalhistas.
Se não há provas não há crime, mas cabe a autocrítica sobre suas posições contra os trabalhistas, como também sobre os erros cometidos como as alianças com as velhas elites brasileiras.
Vale reencontrar o nosso passado histórico brasileiro e seus grandes líderes trabalhistas.
Afinal a imposição da história e implacável.
Henrique Matthiesen
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