Cultura

Um passo importante para nossa cultura

Fernando Baldi Braga | 06/03/2018 - 20:55

Família real portuguesa chega ao Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

A data de hoje marca a chegada da Família Real Portuguesa na cidade do Rio de Janeiro, onde seria instalada a corte que se transferia de Portugal para o Brasil. Da transferência da monarquia, que deixou a metrópole para se instalar na colônia tropical, decorreram muitos avanços nas terras de além-mar. Entre os progressos, podemos destacar a emancipação da então colônia, que recebeu investimentos em educação, o desenvolvimento de tecnologia e a criação e fortalecimento de instituições que contribuiriam para a formação cultural do Brasil.
No dia 7 de março de 1808, a chegada da corte real portuguesa ao Brasil representou um acontecimento histórico de relevância para o desenvolvimento do país, particularmente para o Rio de Janeiro. De simples cidade colonial, o Rio passou à sede da monarquia lusitana. Em sua fuga da Europa com a família real por conta da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas, Dom João desembarcou em Salvador no dia 22 de janeiro e, de lá, decretou a abertura dos portos do Brasil a países amigos, como a Inglaterra. Mais tarde, a chegada da nobreza portuguesa ao Rio de Janeiro, no dia 7 de março, casou alvoroço na população. O Paço Imperial tornou-se residência oficial dos nobres.
Ao todo, a corte portuguesa ficou 13 anos no Brasil. Neste período, foram criadas diversas instituições culturais e educacionais, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, o Real Gabinete Português de Leitura, o Teatro São João (atual Teatro João Caetano), a Imprensa Nacional e o Museu Nacional. Em 26 de abril de 1821, Dom João retornou à Lisboa e deixou como regente o príncipe dom Pedro, aclamado Imperador Constitucional do Brasil no dia 12 de outubro de 1822. No dia 7 de setembro, depois de receber uma mensagem com ordem para regressar a Portugal, Dom Pedro declarou a Independência do Brasil. Durante o processo que nos libertou do jugo português, “herdamos” a Biblioteca Nacional (mencionada anteriormente), que era umas das maiores do mundo e devido a sua importância foi incluída no rol dos bens deixados aqui, dos quais o novo governo brasileiro se comprometia a indenizar Portugal. Hoje, a Biblioteca Nacional é a sétima maior do mundo e possui valor inestimável para a cultura, as artes e as letras brasileiras.
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