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Ditadura do medo

| 07/03/2018 - 21:00

Diz o velho ditado que o medo é um bom orientador. Este estado emocional é consciente de um fortuito perigo e esta idéia que permeia a perda da segurança da dita “zona de conforto”.
Muitas vezes, o medo tem como base razões infundadas, sem lógica racional, quando estão baseadas em crenças populares, lendas, ou simplesmente, manipulação da opinião púbica.
Gradativo em suas conseqüências o medo pode provocar ansiedade, desconforto, pavor ou até mesmo a fobia segue como orientador de reações muitas das quais imponderáveis.
Este sentimento tem sido objeto da dominação política no Brasil, ao longo do tempo, utilizado despudoradamente no sentindo de influenciar a opinião pública a defender, muitas das vezes, interesses que não lhe pertencem.
Caso clássico da manipulação proveniente do medo está a campanha mentirosa e massiva que o monopólio da mídia, em conluio com os herdeiros das capitanias hereditárias, fizeram contra o governo constitucional de João Goulart.
O embuste do discurso da instalação de uma ditadura sindical, a calúnia de que Jango era comunista e que o Brasil deveria se defender da ameaça vermelha foram argumentos para o golpe de Estado que instalou uma ditadura militar por mais de 20 anos no Brasil.
Assim também foi contra Brizola. Acusavam e vilipendiavam-no de tudo provocando medo nas classes menos esclarecidas. Para eles, Brizola era a síntese do mal do atraso.
Afinal o discurso de soberania nacional, de emancipação do povo, de educação libertária, nunca foi objeto de simpatia para os “donos do Brasil”; porquanto, essa gente tem em seu DNA a submissão às elites internacionais.
O PT também sofreu com esse sentimento manipulado; embora, já tenha colaborado muito com esse artifício.
Mas, com a carta ao povo brasileiro - alinhamento do PT com as classes dominantes - o dito marqueteiro da estrela vermelha cunhou a célebre frase: “A esperança venceu o medo”.
De fato o Brasil, com a política de acomodação de classes, avançou - fato inegável. Mas como o PT nunca foi aceito no clube dos barões, e com a contribuição inequívoca de Dilma Rousseff, o Brasil sofre outro golpe de Estado; agora togado em aliança com parte do parlamento.
Hoje retrocedemos em nome do medo em diversos direitos sociais. A perspectiva de a classe dominante perder as eleições que se avizinham tem feito o sentimento do medo aflorar em inúmeros meios sociais.
Afinal fomos doutrinados a temer nossa liberdade e nossa soberania.
Henrique Matthiesen
Bacharel em Direito
Jornalista
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