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As duas páscoas

Pedro Ari da Silva | 29/03/2018 - 21:00

As duas páscoas

A mais importante data e a festa máxima entre as culturas ocidentais está chegando e com ela algumas reflexões sobre essa celebração. O termo páscoa é advindo do hebraico “pesach” que significa passagem sobre ou por cima e foi instituído muito antes da Era Cristã.
O “pesach” iniciou-se quando o povo hebreu vivia um regime de escravidão no Egito e Moisés recebeu a incumbência de Deus de conduzi-los no retorno à terra de Israel, isso no 14º dia do mês de Nisã (7 º mês do calendário hebraico), Deus avisou Moisés que o povo sacrificasse um cordeiro e marcasse os umbrais das portas com sangue, a casa que tivesse a marca do sangue, o anjo da morte que passaria matando todos os primogênitos do Egito tanto homens como animais, pouparia a vida dos filhos de Javé (uma outra definição de Deus para os hebreus).
Todos morrerão; foi o aviso dado por Deus a Moisés e a marca de sangue era, portanto, sinônimo da obediência em observar determinação divina e de livramento. O anjo passou e dizimou com todos os primogênitos desde os animais até o filho de faraó, com isso o governante egípcio liberou os hebreus que puderam marchar em direção a Canaã, objetivo traçado por Deus.
A partir do livramento da escravidão, os judeus passaram a celebrar anualmente a páscoa, como forma de lembrança e gratidão e nessa festa que durava 07 (sete) dias era lido o “hagadah”, uma espécie de texto sagrado contendo uma narrativa escrita da história da saída do povo que tinha sido escravizado no Egito por 430 anos.
Depois de quase 3.300 anos continuamos a celebrar essa importante instituição de Deus à seu povo mas, atualmente em duas distintas formas, de acordo com a fé de cada grupo; os judeus e os cristãos. Apresenta-se, portanto, duas páscoas distintas: - a dos judeus; que é a lembrança da libertação e a formação de uma identidade própria como nação soberana com jurisdição territorial - e a cristã simbolizando um novo concerto também objetivando conquistar a terra, em nosso caso, a “terra prometida”, o céu, terra essa prometida por Deus e nos apresentado por João em Apocalipse Cap 21:1 “E vi um novo céu e uma nova terra...” onde o cristão viverá para sempre, também com uma identidade própria só que agora intocável.
A páscoa cristã, a segunda páscoa que passou a ser comemorada depois do sacrifício perfeito do Cordeiro - Jesus Cristo - que morreu na cruz do Calvário é celebrada como uma lembrança da morte pela libertação do pecado de todos os homens. A páscoa dos judeus, a primeira páscoa simbolizava a saída e a conseqüente libertação do jugo da escravidão no Egito e quando estava sendo comemorada mais uma festa do “pesach”, no ano 34 da Era Cristã, Jesus que tinha morto três dias antes em um fato miraculoso ressuscitou e apareceu para os seus e a partir desse dia – o da ressurreição – os cristãos passaram a comemorar a segunda páscoa.
Se a primeira páscoa foi à libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, a segunda páscoa simboliza a libertação do jugo do pecado de todo homem, através desse Cristo.
Comemore... celebre... relembre e compartilhe da alegria cristã com seus familiares e amigos, lembrando sempre que o objetivo principal da páscoa para nós cristãos é aquele em que o Cordeiro apresentou-se para remir nossos pecados e a conquista da nova terra (os céus), através de um concerto com Deus sempre e impreterivelmente através de Cristo.
Vamos tornar esse mundo mais humano, com mais justiça, mais amor (o amor ágape, amor de Deus) vamos lembrar sim da libertação da escravidão lá do Egito 1.250 anos antes de Cristo, mas vamos lembrar principalmente que Cristo morreu para resgatar todos nós do pecado e o que é mais importante, se o seguirmos, teremos a certeza absoluta de um dia estarmos com ele no novo território conquistado definitivamente, o céu.
O autor é policial militar, teólogo e assistente social.
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