Cidade

Há 7 anos abandonada em empresa de manutenção, esperando voltar ao patrimônio público

| 31/03/2018 - 08:29

Há 7 anos abandonada em empresa de manutenção, esperando voltar ao patrimônio público

A prefeitura de Toledo publicou o edital de licitação nº 043/2018. Veja o edital no link: http://gazetatoledo.com.br/ckfinder/files/043_PP_Instalacao,%20operacao%20e%20manutencao%20de%20estacao%20de%20bicicletas.pdf, para contratação de uma empresa visando à volta do projeto Toopedalando. Projeto esse que foi copiado da Europa, pelo ex-prefeito José Carlos Schiavinato, e que funciona perfeitamente em cidades turísticas e a beira-mar. A prefeitura pretende gastar R$ 390 mil por ano pela locação de 50 bicicletas que ficarão à disposição, na forma de empréstimo, à população, pelo tempo máximo de 2 horas. Isso vai custar aos cofres públicos R$ 1.083,33 por dia. Até aqui, estaria tudo bem, se a cidade de Toledo no Paraná, tivesse as mesmas infra-estruturas e qualidade em funcionamentos como nas cidades da Europa, onde de fato o projeto promove impacto positivo na saúde da população.
Comparativos relevantes
Na Europa não há UBSs e nem Hospital Regional permanecendo fechado, depois de 10 anos de promessas; lá não tem escolas sem professores, que receberiam salários de fome se os tivessem; também nas cidades européias, os CMEIS não ficam com as crianças por somente meio período, prejudicando as necessidades dos pais que trabalham o dia todo; lá não se livram de animais e fecham seus Parques das Aves com a desculpa de que não têm dinheiro para manutenção. Poderíamos aqui relacionar inúmeras outras necessidades que tornam a cidade cada dia mais carente, e que não são prioridades básicas de uma gestão pública que não está comprometida com o social, o intelectual e o desenvolvimento humano. O que se percebe neste edital de licitação, é que não houve a preocupação em se fazer um estudo técnico de viabilidade da volta do projeto. O que vemos, é a reativação de um projeto frustrado que, na pequenez do grupo, visa somente o marketing, promoção política e o ranço do passado.
Números contrários
Os dados existentes do projeto já implantado anteriormente em Toledo mostram que o uso das tais bicicletas foi ínfimo, logo, o tornou inviável e desnecessário. A retomada do projeto, portanto, implica em onerar os cofres públicos. Esses números confirmam que as bicicletas não eram procuradas pela população, como se esperava. Planilhas existentes (em anexo) foram ignoradas, pela vontade do ex-prefeito, que manda e desmanda em Toledo. Nelas, constam que as retiradas das bicicletas e seus usos não se davam durante a semana e, com isso, o objeto fim do projeto, que deveria ser a “mobilidade urbana”, representou apenas o “lazer” de finais de semana. São vários os motivos que inviabilizaram o Toopedalando, como a baixa presença de ciclovias na cidade e as condições climáticas, que não favorecem o uso diário desse transporte, além das bicicletas empregadas serem pesadíssimas, o que desanimava seus usuários. Há de se recordar também, que as manutenções de tais transportes eram outro problema sério, como registrado em uma empresa que presta serviços de manutenção ao município. No local, situado na Avenida Parigot de Souza, uma das bicicletas aguarda desde o ano de 2012 para ser retirada pela prefeitura. A bicicleta foi para concerto e custou R$ 80,00 (oitenta) reais, e ainda hoje está lá abandonada (foto) pelo patrimônio público de Toledo. De quem seria essa responsabilidade? Do Patrimônio de Toledo? Da GM de Toledo, que arrecada o dinheiro das multas e detém o fundo para as manutenções?
Valor da licitação dá para comprar mais de 350 bicicletas
Com esta nova licitação prevista para dia 05 de abril, a prefeitura estará gastando mais de R$ 1.083,33 por dia para manter o projeto que prevê o contrato no valor de R$ 390 mil reais por ano. Que tal nossos nobres edis e MP se fazerem essa pergunta: quantas bicicletas dessa qualidade que querem locar dariam para comprar com esse valor das locações? É possível que se forem comprá-las não custe mais do que R$ 1.000,00 (mil reais) cada, e, sendo assim, o município poderia disponibilizar 390 bicicletas para ser destinada aos empréstimos ou até mesmo doada a população.
Veja as planilhas no link:
O relatório confirma que a locação (empréstimo) das bicicletas, por dia e por mês, é inviável, de acordo com o período em que ficam sem uso, com o município pagando pelo serviço.
    1 COMENTÁRIO
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  • Olmir
    Interessante,..... Matemática antiga,..... É aguardar.....
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