Cultura

O 1º de abril e suas origens

Fernando Baldi Braga | 30/03/2018 - 20:50

O 1º de abril e suas origens

Neste domingo iniciamos o mês de abril com duas datas: a Páscoa e o Dia da Mentira. Da Páscoa, data religiosa, muito se fala. Entretanto o Dia da Mentira quase não é abordado, apesar de ser muito lembrado. Vamos hoje, em nossa página da Cultura, compartilhar algumas informações sobre o dia em que se pregam peças e muitos brincam com algumas “inverdades” divertidas.
Você sabe como surgiu a data?
Diz-se que a brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Com a chegada da primavera no hemisfério norte, iniciava-se o Ano Novo, que no início do século 16 era celebrado em 25 de março. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes, duravam uma semana, terminando em 1º de abril.
Em 1562, porém, o Papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – que assinalava o começo do ano em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, seus súditos, os franceses, que resistiram à mudança e por algum tempo mantiveram a comemoração na antiga data.
Alguns gozadores começaram a ridicularizar o apego dos franceses à antiga tradição, chamando-lhes de “bobos de abril”, e passaram a enviar-lhes presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a gozação firmou-se em todo o país e anos depois migrou para a Inglaterra e de lá para o mundo. Entre os britânicos a data é conhecida como Dia dos Tolos e para os espanhóis é o Dia dos Enganos.
Aqui no Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou “A Mentira”, lançado no 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. “A Mentira” saiu pela última vez a 14 de setembro de 1849, pregando mais uma peça na população. Em sua última edição, “A Mentira” convocou todos os credores da região para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
Entre a população que descende de alemães, radicada no sul do Brasil, o primeiro de abril ficou conhecido como “der Aprilscherz” (a pegadinha de abril), sendo a vítima chamada de “der Narr”, no masculino, e “die Narrin”, no feminino, aplicando-se também termos como “der Dappes” e “der Dummkopp” (o bobão). Na Alemanha, o primeiro de abril como Aprilschertz foi registrado pela primeira vez na Baviera, em 1618, e tradição popular germânica foi introduzida no Brasil pelas primeiras levas de imigrantes alemães que se assentaram no Rio Grande do Sul.
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