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Palestra prepara pais e gestantes para ter crianças mais saudáveis e felizes

| 16/04/2018 - 20:10

Palestra prepara pais e gestantes para ter crianças mais saudáveis e felizes

A Ciência do Início da Vida, tema da tese de doutorado da médica psiquiatra Eleanor Luzes, do Rio de Janeiro, abre nesta quarta-feira, 18, no Espaço Natural Kahena, a programação em homenagem ao Dia da Mãe Terra. De 18 a 22 de abril estão sendo realizadas diversas atividades, que começam nesta quarta-feira, às 20h, com a palestra. “A Ciência do Início da Vida nada mais é que a preparação dos jovens casais, desde antes da concepção até os três primeiros anos de vida, quando a criança ainda é tratada como filhote. Somente depois desta idade é que ela tem condições de identificar-se como pessoa. Se houver um tsunami e a criança perder a mãe com menos de três anos, não sobrevive”, explica Eleanor. Segundo ela, é fundamental esta preparação, antes mesmo da concepção, para ter filhos mais inteligentes e saudáveis.
Ela explica que os estudos feitos em ratos e acompanhamentos em crianças demonstram que os filhos são mais saudáveis e felizes se os pais fizerem esta preparação prévia e a mãe tiver uma gestação mais tranquila. Ela defende também o parto natural, que deve ser feito no conforto da casa, e não em ambientes estéreis e refrigerados das clínicas. “O mecanismo que faz uma mulher parir é o mecanismo que faz uma mulher gozar, neuro e hormonalmente. O calor, o aconchego do lar ajudam na produção de hormônios e facilitam no nascimento da criança”.
A médica defende também o aleitamento materno e o acompanhamento direto da criança pela mãe até os primeiros três anos de vida, quando a criança terá condições de formar frases e reconhecer-se como pessoa. Para a médica, não existe nada mais completo que o leite materno, que transforma a sua composição a cada momento para atender as necessidades da criança. Conforme a médica, desconsiderar estas questões implica em problemas futuros para a criança, tanto em doenças físicas e mentais, como também em comportamentos agressivos ou mesmo envolvimento com violência e drogadição.
Eleanor sonha que a sua tese – disponível na internet , reunindo sínteses de diversos estudos, livros e depoimentos – seja incluída como disciplina obrigatória no ensino médio, preparando os futuros pais e mães para a geração de crianças mais saudáveis e amadas. “Se conseguirmos isso, veríamos o mundo, o romance, de outra maneira. Hoje até para se divertir as pessoas gritam. Não se ouve mais uma música romântica, não se lê um livro entre pais e filhos, as pessoas não conversam mais, estão cada um no seu celular, não se comunicam, não se abraçam”. Ela atribuiu este comportamento como resultado de uma criança ferida, que foi muito cedo para a creche, ouvia qualquer música, não foi tocada, abraçada, como seria se tivesse um convívio mais efetivo com a mãe. Ela considera este convívio mãe e filho fundamental nos primeiros anos e que se reflete posteriormente no comportamento da criança por toda a vida.
Segundo ela, os registros, embora não muito divulgados, comprovam isso, e cita experiências existentes em países como na Holanda, Suécia, Escandinávia, Norte da Alemanha, parte do Japão, Hungria e Índia que mostram resultados muito positivos em pais e crianças acompanhados desde antes da concepção, na gestação e nos primeiros anos de vida. “São crianças mais inteligentes e mais saudáveis”, testemunha. No Brasil, observou ela, ainda existe uma certa resistência e as políticas criadas incluíram ações para evitar a gravidez na adolescência ou a propagação de doenças sexualmente transmissíveis, o que não significa trabalhar pela consciência.
Como alternativa para propagar as suas ideias ela publicou um vídeo na internet que autorizou e estimulou que fosse copiado e levado para outras pessoas. Com isso, conta, conseguiu propagar a sua tese do Rio Grande do Sul a Roraima e criar multiplicadores destas informações que estão atuando em diversas partes do país. Segundo ela, a geração atual de pais está voltando a se preocupar com a questão e buscando um futuro melhor para os seus filhos. Ela frisa, no entanto, que a preparação não deve ser somente dos pais antes e durante a gestação, mas também o acompanhamento da criança até os três anos de idade, quando ele passa a se reconhecer como pessoa e ter vida própria.
A palestra sobre Ciência do Início da Vida será nesta quarta-feira, 18, às 20h, na Kahena Espaço Natural, na rua Ângelo Donin, 512, Jardim Concórdia. As vagas são limitadas e para participar é necessário levar alimentos não perecíveis, fraldas descartáveis ou roupas para crianças até 13 anos de idade.
Fonte: Jornalista Eliane Cargnelutti Torres
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