AgroGazeta

Paralisação dos caminhoneiros reflete nas atividades de cooperativas

| 24/05/2018 - 18:35

Imagem: Beatriz Baron

A paralisação dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21 de maio, tem causado grande preocupação ao movimento cooperativista. A mobilização traz graves reflexos econômicos, forçando a interrupção das atividades das cooperativas agropecuárias brasileiras, que atuam nas diversas cadeias do agronegócio, em especial, as de lácteos, aves, suínos e peixes.
Pela característica dessas atividades, a logística de suprimento de insumos e as operações envolvendo produtos perecíveis são diretamente impactadas pela atual situação, fazendo com que os empreendimentos cooperativos sejam forçados a paralisar, por exemplo, suas linhas de abate e processamento, pois a capacidade de estocagem não consegue suportar a inviabilidade de escoamento da produção. Assim, prejuízos têm sido acumulados a cada dia e vários já são os empreendimentos que notificaram o início ou necessidade de suspensão de suas atividades.
Na medida em que o tempo passa, a situação se torna cada vez mais crítica, acirrando os prejuízos não apenas às cooperativas e aos produtores cooperados, como também à toda população.
Cooperativas agropecuárias paranaenses estão com atividades interrompidas devido à paralisação dos caminhoneiros autônomos. Além da C.Vale, a Frimesa, Copegril, Lar e Alegra emitiram comunicados informando a suspensão de abates.
Na Frimesa Cooperativa Central, a medida afeta a industrialização de suínos, suspensa nos frigoríficos de Medianeira e Marechal Cândido Rondon. “O reinício dos abates acontecerá assim que as estradas sejam liberadas para o transporte”, afirma a Central no comunicado assinado pelo presidente Valter Vanzella e pelo diretor executivo, Elias José Zydec.
A Lar, sediada em Medianeira, está suspendendo o abate de 615 mil aves e a industrialização de outras 80 toneladas de produtos. ”A suspensão da operação de abate e industrialização tornou-se inevitável em razão dos efeitos do movimento grevista que impossibilita a passagem de caminhões com insumos necessários para abastecer as indústrias, aves vivas para o abate, expedição dos estoques para atender clientes e mercados a nível regional e nacional, bem como não permite a chegada de containers para expedir os estoques que precisam ser destinados aos portos, fazendo com que a capacidade de estocagem instalada esteja totalmente tomada”, esclarece o presidente da cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues.
Já a Copagril comunicou que as atividades serão interrompidas a partir de quinta-feira (24/05) na Unidade Industrial de Aves, em Marechal Cândido Rondon.
Desde quarta, a Alegra Foods, marca de carne suína da intercooperação Unium, Frísia, Castrolanda e Capal, também está interrompendo as atividades em sua indústria, localizada em Castro, em virtude da mobilização e bloqueio dos caminhoneiros nas rodovias do país. “Diante dessa situação, estamos paralisando nossas atividades hoje, nesta indústria são 1.500 colaboradores que serão dispensados em função da impossibilidade de expedição de produto acabado”, comenta Ivonei Durigon, superintendente da Alegra Foods.
Segundo comunicado da unidade, as atividades retornam assim que as estradas forem liberadas. A Alegra Foods abate 3,2 mil suínos por dia e industrializa por mês 2,5 mil toneladas de carnes. Também atua no mercado externo exportando hoje para 28 países.
Em Toledo, a Primato Cooperativa Agroindustrial comunicou que a coleta de suínos está suspensa, assim como a coleta de leite, que sofreu redução e pode ser suspensa a qualquer momento. A Cooperativa ressalta que devida à paralisação dos caminhoneiros, poderá faltar produtos nos supermercados da rede Primato e avisa que a regularização dos transportes será feita assim que as rodovias estiverem livres para trafegarem. Os dirigentes da Cooperativa, Irmo Werle Welter e Anderson Leo Sabadin, salientam que a Primato apóia o movimento dos caminhoneiros por ter uma estrutura de logística e entender que os seguidos reajustes trazem prejuízos à cadeia produtiva.
Da redação, com informações da Organização das Cooperativas do Brasil e da Avicultura Industrial.
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