Economia

Rotativo do cartão é mais usado por consumidores com menor renda

| 12/06/2018 - 16:40

Rotativo do cartão é mais usado por consumidores com menor renda

O rotativo do cartão de crédito é mais utilizado por consumidores que recentemente perderam um emprego formal e por beneficiários de programas sociais. É o que conclui o Banco Central em uma pesquisa divulgada ontem (12), em Brasília, no Relatório de Economia Bancária.
O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras transferem a dívida para o crédito parcelado.
Até entrar em vigor uma nova regra, os clientes que não pagavam pelo menos o valor mínimo da fatura em dia caíam na modalidade de rotativo não regular, com taxa de juros mais cara que a cobrada dos clientes adimplentes (regulares).
Mas o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que, a partir deste mês, a taxa de juros tem que ser igual para clientes regulares e não regulares. A pesquisa do BC foi feita com dados de dezembro de 2017, quando ainda podia ter diferenciação entre regulares e não regulares.
“Nas modalidades do cartão de crédito rotativo (regular e não regular), observa-se menor participação de indivíduos com alta escolaridade, assim como maior participação de indivíduos recentemente desligados do mercado de trabalho formal e de beneficiários de programas sociais”, diz o relatório. Além disso, acrescenta o Banco Central, a participação de consumidores com menos tempo de emprego e menor renda também é maior no cartão de crédito rotativo do que na modalidade à vista ou parcelado com lojista.
Saldo devedor
Segundo a pesquisa, entre os analfabetos o saldo devedor do cartão de crédito é dividido em 38% na modalidade à vista ou parcelado com o lojista (sem incidência de juros), 32% no rotativo regular, 6% no não regular e 27% parcelado (com juros).
Segundo o BC, as taxas de juros são mais baixas para os consumidores com idade mais elevada, renda mais alta, com alto nível de instrução e menos endividados porque apresentam um perfil de risco menor.
A pesquisa do BC envolveu 49,9 milhões de consumidores, com saldo total na carteira ativa de cartão de crédito de R$ 191 bilhões em dezembro de 2017.
Entre eles, 15,6 milhões possuíam saldo devedor em cartão de crédito rotativo regular e 2,6 milhões tinham saldo devedor em cartão de crédito rotativo não regular.
Além disso, 41,8% (20,9 milhões) estavam formalmente empregados; 1,6% (786 mil) recebiam seguro-desemprego; 16,1% (8,1 milhões) eram beneficiários de algum programa social (em sua maioria, do Bolsa Família); 8,9% (4,4 milhões) foram demitidos entre 2016 e 2017 e não recebiam seguro-desemprego ou Bolsa Família; e 36,3% (18,1 milhões) não foram mapeados pelas bases de dados utilizadas.
Fonte: Agência Brasil-Brasília
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Economia'

Atividade econômica fraca e inflação abaixo da meta mantém Selic em 6,50%

Prévia da inflação oficial registra taxa de 1,11% em junho

De 2015 para 2016, a indústria perdeu 400,8 mil pessoas ocupadas

Por trás da “fachada de otimismo”, BCE se preocupa com custo da guerra comercial, dizem fontes

Publicada lei que altera juros de fundos constitucionais

PIB caiu 0,4% no trimestre finalizado em abril, diz FGV

Economistas veem dólar acima de R$3,50 e Selic a 6,5%

Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia

Indicador da FGV que mede atividade econômica no país recua 1% em maio

Abcam apresenta sugestões para frete mínimo do transporte de cargas

Mais Destaques
"Chegamos ao 15 milhões de acessos no site do Jornal Gazeta de Toledo. Aqui se propaga - 45 9.91339499"
(Eliseu Langner de Lima - diretor)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)