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Expo Toledo não pode ficar à mercê só da SRT

Eliseu Langner de Lima – Diretor e Jornalista 11737 | 12/07/2018 - 17:50

Expo Toledo não pode ficar à mercê só da SRT

“Essa decisão vai contra todos os esforços individuais, coletivos e políticos da cidade que há 8 anos
lidera a produção agropecuária dos quais 6 sucessivamente”.
Escrevi um artigo publicado neste dia 17 de outubro de 2017 que a Expo Toledo precisava ser repensada sim, mas, não cancelada. Os números de 2017, causavam aquele brilho nos olhos de todos, fossem eles produtores ou não pelo fato de termos a melhor vitrine que mostra a força e a capacidade da nossa produção agropecuária e agroindustrial, mas, sim pelos resultados do ciclo produtivo.
Éramos e somos um dos maiores organizadores de eventos desse setor no Paraná, graças à di­versidade e produtividade de nosso setor primário. A Expo Toledo, tornou­-se um marco para todo o Brasil, por representar na época, 0,39 % de toda a produção nacional, por ter crescido 2,36% em nível de Paraná contra 1,7 % de todo o estado tornando-nos assim a “capital do agronegócio” e nos consolidando o título do município com maior VBP do Para­ná, ou seja, R$ 2,184 bi­lhões.
Hoje, julho de 2018, extraoficialmente chegamos aos R$ 2,166 bilhões, significando apenas uma redução ínfima diante de “pseudo crise”. Essa decisão da Prefeitura de Toledo em aceitar que não se realize a Expo Toledo, vai contra todos os esforços individuais, coletivos e principalmente vai colocar em cheque as nossas representatividades políticas que também são ligados ao agro e assim como aqueles que há oito anos tornaram a cidade líder na produção agropecuária, dos quais seis anos sucessivamente.
Claro que nossa cidade Toledo é muito mais que os setores da agropecuária e lavoura, pois se olharmos o todo da economia local visualizamos também a força dos polos industriais, a “indústria universitária”, o setor biotecno­lógico, que pelas suas ousadias, união e capacidade demonstradas com os inves­timentos em Toledo também se somam a esses números, além de uma área comercial bastante competitiva.
No ano passado, ao comentar sobre o evento Expo, deixei a pergunta no ar, de o porquê inúmeras empresas de Toledo, que são ligadas a produção “agro”, não haviam marcado presença? E nessa breve reflexão que agora faço, vou começar perguntando de o porquê da ausência na Expo Toledo do setor que tem o maior rebanho e com isso, impulsiona e representa o nosso VBP, que é a suinocultura?
O que dizer da ausência das empresas e entidades que representam o nosso segundo maior produto que é avicultura? Não entendo o porquê de uma BRF, não ter participado da Expo Toledo. Não venham me dizer que jornalista não entende de quê, não se pode expor animais “matrizes” e de raças, mas e as tecnologias para mostrá-los de dentro de seus ambientes de produção para uma boa palestra internacional, já que somos os melhores de suínos, aves, peixe, leite etc...? Onde os organizadores falharam? Ou será que são o cansaço e a monotonia que tomou conta dos organizadores? Toledo tem muita gente competente e que pode sim fazer acontecer á EXPOTOLEDO:. Que tal, uma nova comissão, formar um novo comando para repensar e quem sabe mudar as datas, o mês e esse desastre de decisão de gente fraca e não trabalhadora?
Ora, será que os números de nossa produção não respondem aos questionamentos superiores sobre os investimentos que seriam feitos para valorizar Toledo e o que isso agrega­ria com as terceirizadas que produzem equipamentos para avicultura e suino­cultura entre outros segmentos e que são de interesse da BRF? Ou a BRF não quer “investir” num evento da cidade que tantos lucros já lhe oferece?
Também questionei aqui as ausências do banco cooperativo Sicoob e da Co­operativa Primato, duas entidades que estão diretamente ligadas à nossa pro­dução agropecuária, ao contrário das cooperativas Sicredi, Coamo e Cresol e do Banco do Brasil, que marcam suas presenças em todas as edições se colocando ao lado dos organizadores como parceiro também nas horas de dificuldades.
Ouso também afirmar que muitas empresas que se beneficiaram de uma forma ou de outra por obras ou ações da prefeitura, viraram as costas para um evento desses, onde deveriam estar presentes para “agradecer” as benesses recebidas.
A Expo Toledo, portanto, é mais uma consequência deste empenho e parte desta trajetória das 35 edições já realizadas até aqui. Temos, portanto, que come­morar os resultados obtidos e preparar os projetos que virão e que ajudarão Toledo a continuar a trajetória de tra­balho e desenvolvimento que dão nú­meros expressivos até os dias atuais, contribuindo para a retomada da eco­nomia brasileira e continuando o cami­nho de progresso e diversificação.
A verdade é que as dificuldades mostraram que o “palco” da Expo Toledo (centro de eventos) tem deficiências e precisa ganhar melhores condições de acesso e também de estacionamen­to, de preferência mais barato para o público, dessas eventuais ampliações e reformas, e é exatamente nesse momento de difi­culdade pelo qual passa o país em vários segmentos, a reunião de todos e a demonstração de suas ca­pacidades e potenciais, para mostrar exemplos e inspiração para outros segmentos também se abraçarem em prol de que a Expo Toledo não seja cancelada e sim, transferida.
Afinal a Expo Toledo não é de propriedade da entidade “Sociedade Rural de Toledo”. É um evento de todos aqueles produzem esforços e não fracassos e incompetência.
Eliseu Langner de Lima – Diretor e Jornalista 11737
    1 COMENTÁRIO
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  • Márcia
    Parabéns pelo texto... Concordo plenamente... Sociedade rural acha que a expo é para fazer churrasco nos pavilhões, e não saíram da cadeira para organizar nada.... Se não possuem competência para organizar passem a bola para outros......
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